As Bgirls são destaque em eventos esportivos e culturais no Piauí.

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Por:Emanuel Ramos e Joelma Ralé
O campeonato de basquete de rua organizado pela CUFA PIAUÍ (LIIBRA) reuniu diversas tribos em torno de um objetivo comum: usar a arte para a propagação da cultura.
Em dois dias de evento, dezenas de jovens tiveram a oportunidade de apresentar, através de manifestações culturais, os valores e a dignidade. Neste contexto, a CUFA PIAUÍ concentrou jogadores de basquete, cantores de Rap, cadeirantes, b-boy’s, grafiteiros e a comunidade em geral.
A grande novidade ficou por conta da apresentação das B-girls Rê, Kell e Cleide Silva. Elas dançaram juntas e planejam ser multiplicadoras desta arte.
Para Rejane, a dança é uma forma de expressar-se, tornar-se parte do mundo. “É você e a dança, o mundo se torna uma parte”, ressalta B-girl Rê.
De acordo com as três dançarinas, o hip-hop deve ser valorizado, não deve ser visto com preconceito e não é dança de marginal. Antes ,só os homens praticavam essa arte, hoje as mulheres querem difundir esta cultura, ajudar a tirar as meninas da prostituição e do mundo das drogas. “A dança é um instrumento de resgate da autoestima”, completa a B-girl Kell.
Esse trio almeja somar forças com parcerias para representar o Piauí em festivais a nível nacional. E isso já resultou em uma conquista, ganharam a I BATALHA DO DIRCEU evento este que contava com 12(doze) crews e que somente o grupo delas, C2R CREW , era composto por mulheres.
Elas acreditam na força e no potencial da mulher, “Não se pode ver a mulher com preconceito, pois ela vem conquistando um papel muito importante na sociedade e isto deve ser respeitado”.
“A cultura também é um caminho para a mudança, sem arte não vale a pena viver”, completa Cleide Silva.

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