Home » Blog » Histórias » História do Street Dance

História do Street Dance

O conjunto de estilos da dança de rua recebe o nome de Street Dance, esses estilos se desenvolvem na realidade gestual do indivíduo, através de movimentos coordenados e harmoniosos, o que faz do corpo uma forma de comunicação.

O Street Dance é uma dança criada, inicialmente, pelos breakers. Foi desenvolvida nas disputas e performances de suas festas. Trata-se de um estilo de vida com vestimenta, música e linguajar próprios (ROCHA et al, 2001; HERCHMANN, 1997). É caracterizada por quatro elementos que se dividem em três categorias: música -Rap (DJ’s e MC’s), artes plásticas – Grafite e dança – Street Dance (vários estilos).

De acordo com Vianna (1997), o Street Dance não surgiu tão remotamente como o Ballet Clássico, mas também não se trata de algo muito recente.

Grande parte dos negros pertencentes às fazendas do Sul dos EUA, entre 1930 e 1940, migrou para os grandes centros do norte do país. O chamado Blues, sua música rural, originou o Rhytm and Blues. Pertencente até então somente à cultura negra, esse estilo foi levado às rádios e ao convívio dos jovens brancos da época – onde havia grande separação racial (VIANNA, 1997).

Famosos músicos que se utilizavam da dança, das vestimentas e da música negra, como Elvis Presley, James Browm, Ray Charles e Sam Cooke, contribuíram também para o surgimento do Rock & Roll.

Ainda de acordo com Vianna (1997) observa-se a permanência do Rhytm and Blues, embora muitos negros tenham o diferenciado da sonoridade do Rock. Nota-se a surpreendente união do Rhytm and Blues (então considerado profano) com o Gospel (música negra religiosa), originando o Soul, filho de dois mundos contraditórios.

Enquanto, na década de 60, o cenário histórico apresentava discussões sobre direitos civis e derrotas na Guerra do Vietnã, o Soul e os Panteras Negras (Black Panters) estavam se expandindo. Rocha et al (2001), explica que o movimento dos Panteras Negras baseou-se nas idéias de Mao Tse-Tung, com o objetivo de defender o poder negro (Black Pawer), permitindo liberdade de decisão com relação aos brancos. Tratava-se de um estilo musical puramente revolucionário.

O autor também menciona a perda da pureza do Soul e sua transformação em um termo vago, igualado à Black Music da época; passou a representar, para alguns negros, um produto comercial. Da mesma forma, “Funk”, como gíria, deixa de ser pejorativa e passa a representar o orgulho negro. A roupa; o modo de andar; residir em determinado bairro da cidade; o modo de cantar e dançar caracterizavam o “ser Funk”. O Funk era apreciado principalmente pelos adeptos do Soul, pois utilizava um ritmo marcado por arranjos agressivos, o que radicalizava a proposta inicial.

De acordo com Ejara (2004), o Funk remete sua alma (Soul) à descrição de temas do cotidiano, atuais, através de formas metafóricas inspiradas no bom humor. Era chamado também de Social Dance, pois possibilitava a dança a qualquer pessoa.

No Street Dance, de estilos diversos, originais e contemporâneos, encontram-se influências do Funk. Analogamente, hoje, o Funk está para o Street assim como o Ballet está para as danças acadêmicas, e pode ser considerado base para o seu desenvolvimento.

As origens

Conforme Alves (2004), encontra-se, no Street Dance, um indício de origem jamaicana. Assim como os Estados Unidos, a Jamaica passava por conflitos civis e políticos, em que eram comuns os Disco-mobiles (carros de som semelhantes ao Trio elétrico brasileiro) e Talk Over (canto falado com mensagens políticas).

Kool Herc, jamaicano fugido das lutas civis do país por volta de 68 e 69, chega aos EUA trazendo às ruas as primeiras Block Parties (festas de quarteirão), no Bronx, assim como os Disco-mobiles.

Por haver, no bairro, brigas de gangues na disputa de territórios, com agressões e mortes, um precursor do movimento cultural Hip Hop, Afrika Bambaataa, contribui para que as gangues resolvam suas diferenças através da dança, chamadas “batalhas”, disputas dançantes em que um dançarino “quebra” o outro, no sentido de dificultar a movimentação (batalhas de break) dentro das Block Parties. Com isso, a violência entre as gangues ameniza-se pouco a pouco (VIANNA, 1997).

O Hip Hop (SHUSTERMAN, 1998) começou a se destacar nos anos 70, em meio à era disco, partindo do gueto nova yorkino do Bronx para Harlem e Brooklin e, futuramente, para o mundo. A chamada cultura Hip Hop, em 1974, ganha vida e é fundado o Zulu Nation1, criam-se então os quatro elementos (ALVES, 2004; SHUTERMAN, 1998; ROCHA et al, 2001).

Os Quatro Elementos – Rap (DJ’s e MC’s), Grafite e Street Dance

O Rap (Ritmo e poesia) constitui-se por uma fala ritmada e rimada, com expressões que refletem a realidade do jovem. Kool Herc o trouxe (por meio dos Toasters) nas Block Parties.

Os DJ’s (discotecários) manejavam aparelhos de mixagem durante festas, com o intuito de produzir novas músicas e sons, com indumentária própria. (ALVES, 2004; SHUTERMAN, 1998; ROCHA et al, 2001; VIANNA, 1997).

Os Grafites eram demarcações de territórios entre gangues rivais, através de Tags (assinaturas) que, aos poucos, transformaram-se em forma de expressão artística (CIRINO, 2005).

Dança – Street Dance

Paralelamente aos outros elementos, o Street Dance, nas Block Parties e metrôs de Nova York, teve sua origem (VIANNA, 1997).

Os primeiros dançarinos (Breakdancers e B. Boys) protestavam contra a guerra do Vietnã através da teatralidade de cada passo, que representava uma violência física ao soldado, um dano causado, ou demonstrava seus ferimentos (ROCHA et al, 2001).

Já Ejara (2004) o entende como falso patriotismo americano, pois os movimentos e estilos seriam derivados do Funk, desenvolvendo-se em outros estilos/modalidades, nas situações vividas por seus criadores. Ele define o Street Dance como uma terminologia geral dividida em vários estilos/modalidades. Comparando-se: o Balé (como terminologia geral) seria o que agrega os estilos/modalidades chamados de Neoclássico, Repertório, Moderno, etc.

Estilos/modalidades

De acordo com Ejara (2004) os estilos/modalidades dividem-se desta maneira:

  • Locking: criado por Don Campbellock, na cidade de Los Angeles (Estados Unidos), em finais de 60. Originado do Funk, especificamente de um passo chamado Funky Chicken.
  • Brooklyn Rock (Up Rocking): criado por dançarinos (Rockers), Rubber Band e Apache, entre 67 e 69, no bairro do Brooklyn, na cidade de Nova York (Estados Unidos), como movimentos de disputa2.
  • Popping: criado por Boogaloo Sam, nascido em uma pequena cidade da Califórnia, Fresno. O dançarino possuía, no início dos anos 70, seu grupo de Locking, quando em meados de 75 passou a criar seu estilo próprio, e seu grupo, antes chamado de Electronic Boogaloo Lockers, tornou-se Electric Boogaloos. Movimento caracterizado pela contração muscular.
  • Boogaloo: também criado por Boogaloo Sam na mesma época, ao observar o andador de um homem velho pela rua e seu movimento. Caracteriza-se por movimentos circulares do quadril.
  • B-Boying ou B-Girling (Breaking): surgido entre os anos de 75 e 76, no Bronx (Nova York). O Break Boy ou Break Girl veio do termo Break/B. (trecho de música, na maioria das vezes instrumental, que valorizava mais a batida e a linha de baixo). Ficaram conhecidos como B.Boy e B.Girl, os garotos e garotas (dançarinos), por dançarem no break da música.
  • Freestyle (estilo livre): originado em meados de 80 na chamada Golden Age (Era de Ouro). Tal nome se deve ao fato de esse estilo/modalidade de dança ser baseada em toda a forma de Social Dance ou Street Dance. Trata-se da modalidade mais freqüente na mídia hoje, em Videoclipes de música Rap, R&B e Pop (filme Honey de 2003). Não é dançada somente no acento rítmico da batida, mas também nas convenções vocais e instrumentais da música.

O Street Dance no Brasil

De acordo com Alves (2004), os responsáveis pela “importação” do Street Dance ao Brasil trouxeram-no dos EUA, lá aprendiam a dançar em pistas de grandes casas noturnas, nos bairros de maior concentração de brasileiros. Nelson Triunfo, entre 70 e 80, leva a dança, do meio mais abastado, ao resto do país. Triunfo devolve o Break à rua, seu lugar de origem. Parte para o interior da Bahia, onde se torna estrela, aos quinze anos, de seus Bailes Soul. Depois em Brasília (hoje grande centro do Hip Hop nacional) e ainda para São Paulo, em 1976, onde forma o Grupo Black Soul Brothers.

A chamada cultura Hip Hop caracteriza-se como um veículo de informação de questões raciais, sociais e políticas, debates que estiveram sempre presentes na história do povo que a originou (TRIUNFO, 2000).

Triunfo, outros pioneiros do Hip Hop e o produtor Milton Salles, por volta de 90, fundam o movimento Hip Hop organizado, chamado Mh20 (VIANNA, 1997).

Já para Rocha et al (2001) a conscientização da cultura negra no Brasil foi iniciada por Gerson King Combo e seus companheiros, embalando com o Soul e o Funk os jovens do Rio de Janeiro, com consciência da carga socialmente cultural que o Hip Hop trazia. Nelson Triunfo e seus companheiros, em São Paulo, antecipavam a visão do que o Hip Hop pregaria tempos depois, pois dançavam por diversão e busca da auto-estima.

Conforme o Brasil descobria videoclipes, como os de Michael Jackson, e filmes, como “Flashdance”, ou ainda, a partir do momento em que a sociedade absorveu a nova informação pelos canais oficiais, ou pela mídia de massa, suas barreiras e preconceitos perante a cultura e a dança diminuíram (ROCHA et al, 2001).

Com tal explosão, a cultura sai dos guetos para o mundo e invade aulas de dança acadêmicas, aulas de ginásticas em academias conceituadas e o mercado fonográfico, através de suas músicas (LOPES, 1999; ROCHA et al, 2001).

Como lembra Gonzaga (2000), vários profissionais, então, passam a se utilizar dessa nova forma de expressão e trabalho físico, trazem diversos estilos de aulas às academias como, Cardio-jazz, Cardiofunk, Low Funk, Street Dance, Funk-fitnees, Hip Hop, dentre outros nomes dados às aulas3 derivadas desse movimento da cultura negra – o Hip Hop.

Rocha et al (2001) nota que, nas escolas, os quatro elementos passaram a ser muito utilizados em aulas de Língua Portuguesa (letras de músicas Rap), em aulas de Artes (o Graffiti) e em aulas de dança (o Street Dance). Exemplifica com a passagem da dona de casa Simone, mãe de três filhas que dançam numa escola da Grande São Paulo. Simone, inicialmente, diz não ter gostado, mas mudou sua opinião depois que percebeu a importância que tinha na vida das garotas. Da mesma forma, B.Boys e B.Girls, que trabalhavam em escolas da periferia de São Paulo, conseguiram se aproximar de questões de difícil acesso aos educadores convencionais. Em vez de violência, estabeleciam-se competições saudáveis, como os chamados “rachas”, e as crianças tidas como problemáticas, sublimando seus problemas familiares e sociais, melhoraram seu comportamento (ROCHA et al, 2001).

Desse modo verifica-se o quanto o Street Dance pode contribuir nas Universidades e na Educação Física através de conteúdos referentes à dança e da educação pela proximidade e interação com o público.

Pela imensa aceitação atual do Street Dance nos meios educacionais, esportistas, midiático e de entretenimento, os futuros professores universitários vinculados a essa dança carregam um elemento de grande potencial, conteúdo e valia. Daí a importância do estudo dos mesmos.

Considerações finais

Constatou-se que referenciais bibliográficos brasileiros referentes ao assunto são escassos, bem como, notou-se uma diferença contrastante de opiniões no que se refere ao surgimento da dança referida. Rocha et al (2001) descreve a dança como uma espécie de protesto contra a guerra do Vietnã e, Ejara (2004) discorda ao colocar tal descrição como um falso patriotismo americano; outra discordância nota-se entre Alves (2004) e Rocha et al (2001) quanto aos verdadeiros precursores da “cultura Hip Hop” no Brasil.

O presente estudo reuniu informações importantes no que diz respeito à chamada cultura e/ou movimento Hip Hop, embora a definição do que seja o Street Dance não esteja clara ainda, tão pouco única. O autor que mais especifica sua definição parece ser Ejara (2004), por apresentar clareza e domínio na descrição do Street Dance como um conjunto de estilos/modalidades, definindo-os com precisão.

Concluiu-se que, ao pesquisar e defrontar diversas formas de descrição e definições, desenvolvimento e utilização do Street Dance, a dança é bastante recente e encontra-se em processo de constituição; também demonstra-se ser de interesse de muitos envolvidos no assunto e ainda constitui fato histórico não visto de maneira concordante com relação a seu surgimento e criação, por diversos autores.

Nota-se a freqüente aparição na mídia e a influência no meio social tanto em que surgiu quanto no Brasil. Sua história é rica de informações; porém inconclusa. O quadro geral mostra o quanto ainda se deve estudar e questionar e o quanto tal estudo apresenta potencial de pesquisas na área de Educação, Educação Física, História e Artes, além de trabalhos de cunho social.

  1. Zulu Nation – Maior organização de Hip Hop do mundo, fundada por Afrika Bambaataa (ALVES, 2004).
  2. Apache Line (frente a frente) – linha imaginária onde os dançarinos ficam um defronte ao outro e ao saírem, cada um em seu momento, executam seu movimento tentando “quebrar” o movimento do outro.
  3. Essas denominações eram dadas na maioria das vezes, apenas para enfatizar/ enaltecer as aulas de certos professores; mas no seu comum eram originadas do mesmo estilo de movimentos ou objetivos de trabalho físico.

Referência bibliográfica

ALVES, T. Pergunte a quem conhece: Thaíde. São Paulo: Labortexto Editorial, 2004.

EJARA, F. A História da Dança de Rua Clássica, 3º Encontro de Hip Hop do Colégio Fênix, 2004. (mimeo)

GONZAGA, E. Hip Hop nova era, Fitness Brasil, 2000. (mimeo)

LOPES, H. The Street’s Essence. Bauru, 1999. 10 transparências.

ROCHA, J.; DOMENICH, M.; CASSEANO, P. Hip Hop: a periferia grita. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2001. 155 p.

SANTOS, J. L. O que é Cultura. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 1984.

SHUTERMAN, R. Vivendo a arte: o pensamento pragmatista e a estética popular. São Paulo: Editora 34, 1998.

TRIUNFO, N. Rev. Hip Hop – Cultura de rua. V.1. Rio de Janeiro, 2000, p. 16.

VIANNA, H. O mundo funk carioca. 2 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.

curso de dança de rua

33 comments

  1. O Street é uma dança eminentemente negra, de origem americana, cuja difusão se deu primeiramente nas ruas de cidades grandes, onde, atualmente, estão situados os maiores focos do RAP (Rythm And Poetry), gênero de música bastante conhecido atualmente.As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows.No decorrer da sua difusão, houve a criação de diversos estilos da dança, como o Break, o Hip Hop, o Funk, o Soul e outros mais. Cada um possui características específicas, como ritmo e passos específicos.Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança

  2. olá galera sigam os meus blogswww.luanziinhodasiilva.blog.com.brwww.luan-viictor.blogspot.com

  3. ela é um pouco confusa!!!!!

  4. adooro street dence acho os passos um pouco dificil.

  5. gosto de ver,mais de dançar, aff, nem um pouco

  6. o teto é um pouco grande eu andei pesquisando sobre hip hop e street dance
    a professora de E.D. Fisica pediu para entregar um trabalho em CD
    ”um video para especificar e como o comentario anonymo que
    deve estar em baixo do meu é menor e fala mais sobre o
    assunto ”street dance” eu axo que vou pegar o
    comentario dele para meu videoooooo
    e uma curiosidade ai pessoal
    ”street dance”(dança de rua” reparem que em um comentario a palavra dance esta escrita incorretamente pois dance vem do ingles dançar nunca existiu e nunca existira dence so para corrigir e se quiser discutir sou formado em ingles e posso dar aula quando eu completar 18
    obg pela atençao

  7. #adorúu street dance é muito legal mais um pouquinho dificil ….

  8. street dance é uma dança que mexe com sentimento o street dance eu vejo que no filme pra quem gosta como eu ñ é qualquer coisa e sim um modo de se viver
    e muito mais.

  9. Street dance e muito facil eu faço e adoro

  10. GOSTEI MUITO DE ONDE VEIO O STREER DANCE E TAMBEM QUE ELE CHGOU AO BRASIL VOU CORRENDO PARA O TELEFONE PARA LIGAR VER SE TEM VAGA

  11. Thalissaa gostosa

    AFFFFFFFF JA NEM SEI EM QUAL SAI ACREDITAR KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  12. Ola, representantes e Organizadores do site dançaderua.com
    Sou um admirador e apreciador das informações que o site disponibiliza e tenho algumas informações que gostaria de escrever e algumas dúvidas a tirar.

    Gostaria de um retorno se possível..

    Eu estudo sobre a origem da Dança de Rua no Brasil e no mundo desde 1995, sou um educador formado em Ed. Física e Pedagogia com DRT especializado em dança, também percursor da modalidade Dança de Rua Infantil no país, hoje voltado mais ao trabalho sócio cultural, com interatividade lúdica na dança.

    Concordo e admiro toda matéria que foi escrita, mas, gostaria de saber o porquê em nenhum momento existe uma citação ou um reconhecimento sobre o Diretor, Coreografo e Bailarino “Marcelo Cirino”, um dos idealizadores da modalidade no país, que também já pesquisava a origem da Dança de Rua ou Street Dance desde 1982, fundador da crew Gang de Rua (Popping e b.boys) em competições no saudoso Programa Bairro de Alencar (TV) naquela época.

    Depois, veio a surgir o primeiro Projeto de Dança de Rua com coreografias coordenadas em cena de forma acadêmica através de um órgão Público no país em 1989 “Projeto Sociocultural Carlitos”, que depois em 1991 se tornou Projeto Dança de Rua de Santos.
    Foi através deste projeto de Marcelo Cirino que se originou o Grupo Dança de Rua do Brasil, que colaborou com a implantação e aceitação da modalidade Dança de Rua em todos festivais de dança do país.
    Que também levou a primeira vez o trabalho de Dança de Rua coreografado na TV XUXA em 1993, onde conheceu o trabalho do Grupo “You Can Dance”, do meu grande amigo e irmão Fly.

    Onde depois teve diversas participações na TV desde aquela época, abrindo espaço a modalidade de forma espontânea na mídia televisiva.
    Uma conquista importante à modalidade foi o Festival de Dança de Joinville, que o grupo competiu o primeiro ano na modalidade Jazz, vindo com um novo estilo no seu segmento e tentando abrir espaço, os organizadores debateram devido à inovação e ao reconhecimento que não era Jazz e sim Dança de Rua e com muitos adeptos naquela época começando a surgir também no mesmo seguimento como o Grupo Balé de Rua de Uberlandia/MG, Street Soul (Curitiba) do Sul do país, Grupo Heart Beat do nosso amigo Octávio Nassur que hoje é idealizador e organiza o maior Festival de Hip Hop só no seguimento em dança do país (Curitiba), entre outros,

    Não tiveram alternativa!

    Tiveram que abrir a modalidade Dança de Rua no Festival que serviu como espelho e parâmetro para os demais Festivais no Brasil abrissem a modalidade e reconhecerem. Isso atravessou décadas e vem atravessando até os dias de hoje e não foi nem citado.
    Fico feliz por esta aparecendo informações nos dias atuais para o conhecimento cultural da nova geração que naquela época nem internet existia, os pesquisadores tinham que ter muita criatividade e diversidade como brasileiros e adeptos a modalidade para a criação no Estilo.

    Então eu pergunto ao site…
    Vocês tem conhecimento destas informações?
    Que inclusive algumas foram citadas no Livro da História do Festival de Dança de Joinville (hoje é reconhecido pelo Guineess Book como o maior Festival de Dança do Mundo), entre outros pesquisadores como a Revista Dança Brasil que também já falou sobre o mesmo.
    Bem ai fica a minha dúvida…
    No aguardo e agradeço pela oportunidade de poder escrever ao site.

    Obrigado.

    • Olá Ricardo, primeiramente é um grande prazer ter você aqui em nosso site e poder aprender cada vez mais com todas as informações que você disponibilizou. Bom, em relação ao conteúdo disponível no artigo, trata-se de um trabalho acadêmico enviado por um de nossos colaboradores.
      Ricardo, reconheço a grande responsabilidade que carrego por ter esse veículo de comunicação, pois como sabemos tudo que é publicado na internet, rapidamente é replicado por várias pessoas, e como acontece aqui no site, muitas vezes quando um artigo é publicado, em questão de horas podemos ver vários sites e blogs que copiam o conteúdo e passam adiante. Por isso, carrego grandes responsabilidades quando publico artigos por aqui, e preocupado em não levar informações incorretas sobre o assunto, passei uma boa parte do tempo sem ter a página retratada disponível um pouco da história do Street Dance, por falta de não ter um tempo para investi em uma pesquisa, no entanto, ao receber este artigo acadêmico, verifiquei e achei interessante a toda a abordagem, todavia, não veio a mim nenhuma denúncia de que estava faltando algo ao avaliar o artigo, contudo, veja agora que há uma grande necessidade de corrigir a página e dar os devidos méritos ao grande Marcelo Cirino, que como foi colocado em seu comentário, devemos muito respeito e merecimento à Marcelo Cirino pelo belo trabalho que desenvolveu aqui no Brasil em relação a não só a dança de rua com à Cultura Hip Hop em geral.

      Agradeço muito a sua colocação e espero que sempre colabore com nosso trabalho.

      Obs: Em breve, pretendo entrar em contato com você para pedi auxílio em uma nova elaboração para esta página a página. Gostaria se saber se pode nos auxiliar.

  13. Ricardo Andrade,gostei muito do seu comentário,principalmente por nos cantar um pouco dessa trajetória.
    muito bom o questionamento!!! Muito Bom!!!!
    Tambem espero a resposta!!!!

  14. Obrigado,

    Bboy Guil por ter dado atenção ao comentário e me responder!
    Fico feliz pelo seu trabalho de pesquisa e reconhecimento com toda a humildade e respeito que mostrou.
    Parabens pelo Site, e estarei a disposição caso precise de algo que eu possa colaborar.
    Grande Abraço.
    Ricardo Andrade – Santos – SP.

  15. Eae galera,

    Sou ex integrante do Dança de Rua do Brasil, achei muito boa a iniciativa do meu brother Ricardo Andrade, em esclarecer essas informações que derrepente alguns ainda não conhecem, o grupo DRB juntamente com o diretor e coreógrafo Marcelo Cirino, faz parte da história da dança de rua no país e com certeza deve ser mencionado tanto nesse site, que por sinal é excelente, como em outros, ai fica meu comentário.

    Abraços.

  16. Muito bom o texto, boas informações e conteúdo. Parabéns

  17. ae cara muito zika , eu tava precisando msmo pra um trabalho de escola neh naum.

  18. O STREET DANCE E DE MAIS TUDO DE BOM E ME AGUDOU NO TRABALHO EU ANTES ACHAVA UMA PORCARIA MAS AGORA QUE COMNHECI AMEI

  19. Ta errado La Quase no final Esta Escrito explodiu nos EUA em 1981 Q devia ser- explodiu na EUA em 1981 . Mais ta tudo bom ai gostei do resumo vlw

  20. tive q fazer hm trabalhoo de educação fisica e eu escolhi esse kk mas fiz ;)

  21. eu tambem danço e queria apreder mais .alguem me da umas dicas de street e b.boy e pop…….

  22. Bom, eu precisava de um trabalho, mais so achei o texto muito longo, mais nao fala quase nada sobre street Dance…

  23. Parabens Bboy Guil pelo seu trabalho,sou dancarino e professor de street dance aqui em fortaleza Ce,e uma pena eu morar tao longe e nao poder ter um contato direto com vc e o ricardo,aqui a danca de rua cresce cada dia ,mas considero um processo muito lento,o q vcs poderem dar uma forca,quiseeem fazer um projeto por aqui as portas estao abertas entrem em contato comingo,e existe um encontro da galera todos os sabados no centro cultural Dragao do Mar, as galera e muito boa tem dancarino de todo eatilo,ver se lembra de mim Bboy Guil,valeu abraco !!

  24. Ha! Amo dancar sou um eterno apaixonado pelo hip hop!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>