Break Dance, mas afinal, o que é isso?

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Break Dance, mas afinal, o que é isso?
Muitos ituanos ainda não sabem o que é Break dance, B. boy ou Hip hop, mas estão cada vez mais apaixonados por um ritmo que conquista o mundo desde a década de 70, a famosa dança de rua.
Dentro do Hip hop existem oito estilos de danças, o Funk style, o Soul, o Up rock, o Popping, o Hip House, o House, o Locking, e o B. boy.
Confira um pouco sobre cada um desses estilos!
Existe também, o Street Dance, que no Brasil é muito confundido com o B. boy. Esse estilo surgiu na década de 80 e é praticado nas academias. São aproximadamente 15 a 20 pessoas fazendo os mesmos passos juntos.
Segundo o professor de dança Flávio Damacena, o Street Dance não é uma dança de rua. “A verdadeira dança de rua nasce na rua, e você apresenta em outros lugares. No Brasil surgiu como um negócio de academia, tudo muito certinho, o verdadeiro B. boy sabe improvisar”.
Break Dance
O Break Dance surgiu em Porto Rico, na década de 70, em protesto aos aviões que caíam no período da Guerra do Vietnã. As pessoas começaram a girar de ponta cabeça, como um moinho de vento, imitando helicópteros caindo.
Rapidamente o novo estilo musical chegou à América do Norte, que surgiu como grande influência para diminuir a criminalidade entre as famosas gangues. Os grupos rivais continuaram competindo entre si, mas desta vez sem morte, apenas através da dança.
Existem quatro elementos que compõem o Break dance:
•B. boy: dançarino;
•Dj: pessoa que cria e escolhe músicas para serem dançadas. O break beat é feito originalmente com o disco de vinil;
•Mc: conhecido também como mestre de cerimônia, ou apresentador do evento. O Mc tem como função animar as disputas através de raps, mas nunca com o objetivo de ofender ninguém, apenas animar;
•Grafitte: grafitte é arte. Na época das gangues, pichavam-se muros para marcar o território. Hoje são feitos desenhos com qualidade, e para isso, pedem autorização.
Além das disputas entre os B. boys, existe também a competição entre Mcs e Grafitteiros, que usam da rima e da arte para ganhar dinheiro e se divertir.
Campeonatos
Os campeonatos são divididos em categorias: Kids, sênior e avançado ou iniciante, intermediário e profissional, de acordo com a escolha dos organizadores. Antes das competições, acontece uma seletiva, onde especialistas no assunto classificam o participante conforme a categoria.
Os dançarinos são julgados pelo ritmo, perfeição, movimentos de maior dificuldade, criatividade e sincronia entre a dupla, o trio, o quarteto ou o quinteto. Existe também, o crew, que são grupos formados por mais de seis pessoas.
Nos campeonatos, os dançarinos participam de batalhas, que são compostas pelo começo, meio e fim da dança. O primeiro passo é chamado de Top Rock, no qual o competidor se apresenta para o jurado. No Fut work, eles têm que mostrar a habilidade com as pernas.
O Power Moving é um complemento da dança, onde o participante pode fazer acrobacias, saltos e giros. O encerramento chama-se Freeze, que quer dizer congelamento. O dançarino tem que ficar de 1,5 a 3 segundos em uma mesma posição para mostrar resistência.
Os jurados, dançarinos experientes, julgam os 3 passos da dança, juntamente com as coreografias, dando nota de 1 a 10. Portanto, o competidor pode obter no máximo 50 pontos. A premiação varia de acordo com o campeonato, pode ser em dinheiro ou em troféus e brindes.
O Inter Itu B. Boys, campeonato que acontece duas vezes por ano em Itu, é considerado um dos melhores de Break Dance do interior de São Paulo, pois segundo o organizador do evento, Erick Hermes, a competição reúne os melhores e mais experientes dançarinos do país.
Se vira nos 30
No dia 1º de outubro de 2006, a dupla de b. boys, Erick Hermes (Molek Freak) e Flávio Damacena (Neguinho) participaram do quadro “Se vira nos 30”, no programa Domingão do Faustão. Os dançarinos se inscreveram e foram chamados para se apresentar.
Erick conta que eles iam dançar ao som do hino nacional, mas não deixaram. “A gente não tinha a intenção de tirar sarro, nada disso, eu tenho orgulho de ser brasileiro, prefiro dançar em cima do hino nacional em vez de uma música americana”. E completa: “Nem com a roupa que a gente queria dançar eles deixaram”.
A dupla obteve a segunda maior pontuação no dia em que participou.
Projeto Social
A partir deste ano, o dançarino Erick Hermes, conhecido como Molek Freak (moleque doido), colocará em prática seu projeto de dar aula de Break Dance para mais de 500 crianças carentes nas escolas do município.
“A gente tem convite para dar aula em diversas escolas, mas a gente tem que viver de alguma coisa. Eu faço parte do Projeto Escola da Família, mas não dá para ensinar em todas”, afirma Erick.
A prefeitura de Itu pagará três professores que se dividirão entre as escolas municipais e estaduais da cidade. Será uma aula de 1 hora e meia por semana, com turmas de 20 alunos cada. As aulas serão compostas por três tempos: 30 minutos de alongamento, aula teórica (para conhecer a história e as músicas do Hip hop) e aula prática.
Além das aulas, Erick Hermes também tem como projeto, a criação de oficinas culturais espalhadas pela cidade, onde profissionais da área ensinam
a arte do grafitte a crianças e jovens.
“Nós temos que ensinar que pichar é errado, mas que grafitte é arte, e como arte, tem regras e disciplina, assim como o Hip hop”, afirma Erick Hermes. E continua: “acabou essa história de falar que quem dança na rua é vagabundo! No meu grupo, por exemplo, ninguém fuma, nem bebe e nem cheira, tudo isso para dar um bom exemplo para as crianças”.
Do ponto de vista dos dançarinos Erick Hermes e Flávio Damacena, o Hip hop é um estilo musical muito importante dentro da cultura brasileira. “Os campeonatos geram empregos e a dança contribui para diminuir a criminalidade, pois os jovens estarão aprendendo uma profissão e ao mesmo
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