Jovens artistas maranhenses reconhecidos

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A luta pela inclusão social e pela cidadania é diária entre os jovens das periferias de todo o país e no Maranhão não é diferente. Saúde, educação, esporte, lazer e cultura são direitos que, para a grande maioria da população, se tornam luxo, ante a necessidade pela sobrevivência. Cansados deste quadro ridículo que toma conta de todo o país, jovens de diversas favelas do Rio de Janeiro uniram-se e, em 1999, fundaram a Central Única das Favelas (Cufa), uma organização reconhecida internacionalmente e que funciona como um pólo de produção cultural e de distribuição de oportunidades para jovens das favelas e periferias de 19 estados brasileiros.
O que o Maranhão tem a ver com isso? É que em novembro de 2006 a Cufa chegou por aqui e, desde então, tem contribuído para modificar positivamente a vida de centenas dos nossos jovens, antes sem acesso aos direitos básicos mencionados acima.
Em menos de três anos, a Cufa conseguiu fazer em São Luís o que os órgãos culturais do município e do estado deveriam fazer frequentemente e não fazem: capacitar jovens através de projetos e ações culturais, nas áreas de dança, música e audiovisual. Os resultados? Os melhores possíveis, desde a formação de professores e cineastas, até premiações em festivais de outros estados, como Piauí e Pará. Além de São Luís, a Cufa também está presente nos municípios de Raposa, Coroatá, Caxias, Balsas e está sendo implantada em Imperatriz.
O coordenador cultural da Cufa-MA, Billy Black, conta que, hoje, as ações da organização estão presentes em três bairros da periferia de São Luís: Vicente Fialho, Parque Vitória e Divinéia. Ali, os moradores escolhem o que querem da Cufa. Hoje, são ministradas, regularmente, oficinas de DJ, break, grafite, rap, dança de rua, dança de salão e balé, com a maioria dos professores voluntários e um amplo intercâmbio entre todas estas atividades. O esforço dos alunos é tão grande que já rendeu alguns prêmios. O grupo Guerrilha Maranhão, formado por alunos das oficinas de dança de rua e break, é composto por 15 jovens e este ano ficou em 3º lugar no Festival de Dança de Belém. No ano passado, eles conquistaram o primeiro lugar no Festival de Dança de Teresina e agora estão à espera da realização da IV Semana de Dança do Maranhão.
Inara Rodrigues Da equipe de O Imparcial
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