MC – Mestre de Cerimonias

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Todos os elementos aqui, Rap, Break, Graffiti e DJ.


MC (Mestre de Cerimonias ou Controlador de Microfones)- é importante ressaltar, que, o mc de nada tem a ver com a pessoa do rapper, pois, a sua existência se faz anteriormente na própria Jamaica, como já vimos na matéria anterior. A figura do mc passa portanto a tomar sua devida forma e conotação, nas ruas do bairro do Bronx, nas festas organizadas por Kool Herc, em 1975. Garotos bem ousados, improvisavam rimas e interagiam com o público através delas, obtendo repostas uníssonas e vibrantes. E é dessa forma que surge Coke La Rock , considerado o primeiro “mestre de cerimonias” da história do hip-hop americano. La Rock se tornou responsável por frases que até hoje fazem parte da “cultura gringa”:

“Rock tha house! To the beat y’all! Rock on! You don’t stop!”

A partir de então outros nomes passaram a fazer parte do universo rimático, como é o caso de Clark Kent e Lovebug Starski, um dos prediletos de Afrika Bambaata. Pode-se afirmar inclusive, que, Starski fora um dos responsáveis por popularizar a expressão “hip-hop”, antes mesmo do surgimento da “nova cultura”, através da eterna frase:

“Hip-hop till you don’t stop!”

Batalhas- tudo acontecia às mil maravilhas no “novo reino da cultura urbana”, até que um mc de nome Busy Bee, resolve esquentar o clima, alegando que as rimas improvisadas de tons festivos estavam se tornando “coisa de Marica”. Então, no inicio dos anos 80, ele passa a fazer rimas desafiadoras contra outros mcs. Tal prática, desencadeou no público um efeito ainda mais intenso que as antigas rimas. Em 1987, o rapper Kool Moe Dee, lança em seu álbum rimas em forma de batalha contra o rapper LL Cool J, enquanto que o grupo Boggie Down Productions (BDP) repetem a dose, implementando este estilo em suas músicas, em afronta ao Juice Crew, resultando em consideráveis vendas de LPs e shows abarrotados.

Cabe lembrar que pelo fato do hip-hop ser uma cultura criada um meio a desordem social, batalhas como estas estão presentes em todos os elementos do hip-hop, em formatações respectivas à cada atividade: no graffiti, existe a batalha de cores; no breakin’, no poppin’ e no lockin’, a batalha da dança; no dj, a batalha de scratch; e no rap, a batalha de mcs…Ao contrários dos conflitos das gangues de rua, por disputas de território, estas batalhas só servem para entreter as pessoas e testar o nível de capacidade de cada
competidor. Seja bem vindo ao jogo!

Rapper- você deve estar se perguntando: mc não é sinônimo de rapper? Não! Os primeiros rappers surgem por volta de 1976, através das vozes dos The Furious Five, produzidos pelo dj Grand “Master” Flash, que passam a introduzir versos completos e rimados, o quê podemos denominar de “rap (rhytm and poetry)”.

É importante destacar que o mc pode ser um rapper ou vice-versa, como também, todo e qualquer membro da cultura hip-hop, pode assumir mais de um elemento contido nela – de acordo com seu dom – porém, cada elemento possui seu valor distinto…

Beat Box- quando não se tinha à mão a presença dos toca-discos, a improvisação instrumental tomava corpo através das batidas e efeitos desenvolvidos através da boca, denominando-se beat box. Depois de sua aparição, esta modalidade se tornou um atrativo à mais em muitos palcos e álbuns de rap. Um dos nomes mais respeitados nessa técnica é o de Buffy. Integrado ao grupo Fat Boys, Buffy se torna popular sendo conhecido como “Buff, o Beat Box Humano”, chegando a ganhar, em 1993, um concurso de talentos no Radio City Music Hall.

Um bom exemplo de batalhas de mcs no Rio, são os eventos realizados pela Brutal Crew, que consegue reunir rimadores de todos os cantos do estado, chegando a receber inclusive, visitantes de outros estados. Em Campo Grande, dentre muitos representantes, destaco a presença inusitada e ativa de uma mc: Queen, assumindo a dupla personalidade mc-rapper.

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