Movimento Hip-Hop de Belém

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Todos os elementos aqui, Rap, Break, Graffiti e DJ.

Com o objetivo de agregar novos grupos de Hip-hop, o movimento Identidade Humana promove neste sábado, dia 19, o “Abril Pró Hip-Hop”, na Quadra Abdon, no bairro do Jurunas. Com a temática “Na Periferia e para a Periferia”, o evento começará às 22 horas e contará com a apresentação de diversos grupos de Hip-Hop, de diversos bairros de Belém, além de outros municípios da área metropolitana. “A idéia é trocar idéias, dar oportunidade a novos grupos, de compartilhar as dificuldades e procurar apoiar esses grupos da melhor forma”, afirma Joseana Teles, a “Mana Josy”, uma das organizadoras do evento, que também faz parte de um grupo, o “Conexão Feminina”.

A ação tem o apoio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). O evento terá um espaço para apresentação de Grupos de Hip-Hop, além de discussões de temática social, que são: “A redução da Maioridade Penal no Brasil” e “A Política de Cotas para Negros nas Universidades Brasileiras”. Segundo Mana Josy, o Movimento Identidade Humana ainda quer promover mais debates e palestras, mas ainda enfrenta dificuldades. “Os recursos ainda são poucos”, conta.

O Movimento Identidade Humana é uma posse do Hip-Hop, ou seja, é uma organização em que se encontram os quatro elementos do estilo: Break-Dance, grafite, rap e Dj. Surgiu em 2004, a partir de um programa da rádio comunitária do Jurunas. Mana Josy e Nego Michael, que apresentavam o programa na época, perceberam o interesse das pessoas, até mesmo de outros bairros, e se uniram a cerca de trinta pessoas para fundar o Movimento.

O grupo Conexão Feminina foi formado em 2006, com o objetivo de promover a união dentro do movimento Hip Hop, assim como defender as causas que abrangem o movimento feminino, na conscientização de toda a sociedade e promoção da igualdade de gênero. É formado por Cláudia Maciel, a “Mina Cyber”, Joseane Teles, a “Mana Josy” e Hellen Tavares, a “Negra Hellen”.

Com um perfil bem diferenciado, o grupo vem fazer a conexão entre homens e mulheres do movimento e mostrar que se pode conviver, mesmo com estilos diferentes. Mas o Abril Hip-Hop, além de abrir espaço para apresentação de novos grupos, pretende também atingir a população local, pois, conforme Mana Josy, ainda existe muita discriminação quanto ao estilo musical. “Muitas pessoas ainda tem a idéia de nós como marginais. Nós queremos mudar essa idéia, e já estamos conseguindo. Temos pais que trazem seus filhos para assistirem as nossas apresentações”, confirma Joseane.

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