Luan começou no B-boying aos 12 anos, por influência dos amigos. Viu a primeira roda de Breaking neste época, no caminho de volta para casa, quando retornava da aula de capoeira. Isso foi em 2003 e, de lá para cá, nunca mais parou de dançar.

Aos 21 anos, ele conquistou uma das vagas entre os 16 B-boys que disputarão em Monterrey, México, no final de agosto, a qualifier Latino-americana do Red Bull BC One; o maior campeonato do mundo em disputas homem-a-homem. “Meu estilo é inspirado na minha vida, no meu dia-a-dia, é um estilo da “quebrada”, gangsta, com muita humildade, respeito e sentimento.”, resume.

Se vencer lá, classifica-se para a final mundial da temporada 2012 que, neste ano, será no Rio de Janeiro em dezembro. “Quero aprender muito por lá e representar bem a minha crew”, disse sobre a expectativa em relação a qualifier latino-americana. Sua maior fonte de inspiração é a própria realidade e aqueles que estão por perto; e lhe acompanham no dia-a-dia. “A rua me inspira. Meus amigos, minha crew e minha família.”

A hora da batalha é sempre um momento de grande expectativa, não tem como não ficar nervoso. “Todos os B-boys ficam tensos nesta hora. Mas você tem que ser muito verdadeiro quando está lá. Eu escuto a música e deixo fluir.” E assim, Luan executa os movimentos que considera a sua marca tais como os freezes, tricks, powermoves, além de musicalidade e os saltos. “Para mim, o B-boy tem que ser completo.”, enfatiza. Falando da cultura Hip Hop, Luan revela-se um grande fã do trabalho dos DJs e o rap é o seu estilo favorito. “É o tipo de música que mais gosto porque fala da realidade, é algo totalmente underground.”. Seu gosto musical também inclui o soul e o funk; ritmos que são para dançar com a alma, como ele mesmo classifica.

Luan vive da dança, ou melhor, “eu sobrevivo da dança” diz sobre as dificuldades muito comuns a quem decide abraçar o B-boying como estilo de vida no Brasil. A mãe e os irmãos, além dos amigos da crew Funk Fockers, são seus maiores incentivadores. “Tirando eles, meu círculo familiar não aprova que eu sobreviva da dança. Acham que, por já ter 21 anos, deveria arrumar um emprego. Mas eles sabem que eu nunca vou parar de dançar.” Tamanha certeza pode ser comprovada quando ele responde sobre como se vê daqui alguns anos. “Me vejo ensinando tudo o que aprendi na dança.”, conclui.

Final da Cypher em São Paulo

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