Cia Híbrida

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Subvertendo a ordem do hip hop tradicional

Uma mistura de dança de rua, dança contemporânea e teatro é a proposta da Cia Híbrida, em cartaz este fim de
semana, no Teatro Cacilda Becker, com os espetáculos “Estéreos tipos” (sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h) e “Contos de era uma vez” (infantil, às 17h). Residente no Centro Coreográfico da Cidade, na Tijuca, a companhia foi contemplada com um prêmio da Funarte: R$ 50 mil para ocupar, por dois meses, o Teatro Cacilda Becker, no Catete.

— Não fazemos simplesmente dança, mas o que interessa no momento — diz o jovem diretor Renato Cruz, graduado em dança e pós-graduado em artes cênicas.

E basta assistir a um trecho de “Estéreos tipos” para perceber a força e a originalidade da Cia Híbrida, que satiriza os estereótipos da dança de rua, propagados pela cultura dos rappers americanos famosos.

O grupo de 14 bailarinos — que ocupou o teatro no dia 22 de junho e fica até o próximo dia 15 — nasceu do projeto social “Arte é o melhor remédio”, iniciado por Cruz na sala de uma igreja, no Rio Comprido. No local eram oferecidas à comunidade oficinas de dança de rua por valores simbólicos. Hoje, as oficinas ainda são realizadas, porém noutro espaço, no mesmo bairro, pertencente à ONG Grupo de Formação de Educadores Populares (Gefep), parceira dos bailarinos desde o início.

— Foi uma grande conquista para nós este edital da Funarte. Mas ainda estamos no início da caminhada. Quero
que a companhia seja reconhecida internacionalmente — afirma o diretor.

Mais informações sobre a programação da Cia Híbrida no Cacilda Becker estão no site.

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