O projeto Rival vs Rival, é uma iniciativa da RCBF – Rede Cultural Beija-Flor e o Grupo Afrobreak, uma das ferramentas que a atividade — Breaking – utiliza para melhora social, incentivando à Cultura. Esta ação também proporciona a pessoas de diversas localidades do país (Pará, Minas Gerais, Santa Catarina, Brasília, Interior de São Paulo, entre outros) um ambiente para acreditarem em si mesmo, na sua dança, na arte e na cultura.

“O Hip-Hop é isto, empreendedorismo juvenil, veio para mudar as vidas, não importa onde, as pessoas se unem, interagindo e articulando com a comunidade”, cita um dos integrantes. Isso demonstra que o Rival Vs Rival não atinge somente o público do movimento Hip-Hop, o projeto retira muitas vezes os olhares negativos, que algumas pessoas possuem por não conhecerem bem o movimento, colocando em destaque o ativismo e as ações inovadoras. Cria-se um novo ambiente na comunidade do Eldorado, com pessoas e artistas diferentes, mostrando a cara do Brasil e a antropofagia. São cerca de 800 pessoas que além de presenciarem este dia refletem o antes, durante e depois do evento desenvolvendo idéias, criando expectativas, trabalhando a inclusão, discutindo temas via internet e articulando atuações.
O impacto que o grupo deseja é ver as pessoas felizes, unir os estilos e outras tribos (ativistas, skate, grafite, anarquistas, rastafáris, etc), expor para as pessoas que apesar de tudo somos iguais. Deste modo a palavra Rival vem tomar um significado diferente, não esta ligada à rivalidade com outra pessoa, “o nosso significado” propõe a cada um ser Rival dos seus próprios preconceitos, seus egos, seus limites, dos seus atos, unindo, multiplicando, respeitando, entendendo e enxergando o ser humano, simples e complexo assim, a diversidade como algo positivo.
O grupo Afrobreak – que surgiu a partir da união do Breaking e a Percussão – visa a valorização da cultura brasileira, consequentemente o Rival Vs Rival faz o Hip-Hop brasileiro, a utilização da cultura estrangeira – algo cada vez mais comum neste mundo globalizado — somado a realidade e a “brasilidade”.
Outro fato interessante é como o grupo se posiciona na igualdade de gêneros, a equipe é variada – 6 homens e 4 mulheres – algo diferente para o cenário do Breaking que tem forte presença masculina, isto incentiva a participação feminina no evento: “tem as B.Girls e B.Boys, grafiteiro e grafiteira… as mulheres sempre estiveram no Afrobreak e no Rival, na dança e na ação, o Afrobreak sempre levantou essa bandeira”.
A partir de uma comunicação independente o evento conseguiu somar a qualidade com a grande presença do público, unindo os quatros elementos do Hip-Hop (Breaking, Grafite, DJ, MC), é uma ação social, sem fins lucrativos, feita pela comunidade e a pela RCBF, isto incentivou e incentiva diversas ações, são pessoas que a partir deste projeto se percebem como agentes de mudança, trabalhando em suas comunidades.
A Rede Cultural Beija-Flor acredita no jovem como protagonista, o projeto Rival VS Rival e o Grupo Afrobreak demonstram a veracidade disto “agradecemos as pessoas que acreditam e estão contribuindo para este projeto, independente do dinheiro, sendo ativistas; a outros grupos e pessoas que fazem conexões de suas idéias e regiões com a nossa iniciativa, pois isto proporciona a troca de informação, idéias, humildade e respeito, o ponto fundamental desta ação”.
Todas estas temáticas e muitas outras resultam no evento anual Rival VS Rival, que em 2010 terá sua 4° edição no dia 18 de Julho. Estão todos convidados!

Frase: Aqui não tem ficção, é a realidade brasileira, ativismo…

Mais informações: www.afrobreak.blogspot.com / [email protected]

Fonte: You Tube

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