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Todos os elementos aqui, Rap, Break, Graffiti e DJ.


DJ (Disc Jóquei) – figura antológica do hip-hop. Foi o responsável por reunir os demais elementos para a arquitetura da cultura. Na Jamaica, não era visto como apenas um animador de festas, mas como uma divindade sacerdotal, que tinha a de missão interligar o povo à Jah (Deus), através dos estilos roots, ska e dub. Havia um velho costume no raggae: de djs falarem sobre músicas de discos ao toca-las e interagirem com o púbico. Tal prática era compreendida pelo nome toast. Pode-se afirmar inclusive, que o dj fora o primeiro mc, antes mesmo deste elemento assumir seu formato original e individual. Devido esta ancestralidade cultural, muitos entendidos tendem a tropeçar nas suas explicações históricas quanto ao nascimento do rap, alegando ser a Jamaica o seu berço verdadeiro. Embora o dj jamaicano tenha sido a referência principal na construção do rap, cabe lembrar que o canto falado tem sua raiz fundamentada na África há milênios, e aonde quer que exista a presença africana no mundo, existe também a presença da oratória por sobre a música.No jazz, no blues e até nas pregações de um pastor afro-
americano, predomina-se a expressão do discurso por sobre as bases instrumentais. Os griots (sacerdotes religiosos africanos, contadores de histórias, que estiveram presentes em todas as partes do mundo onde se poderia identificar a escravidão), por exemplo, narravam os feitos heróicos dos negros através do canto falado. Mas, mesmo com toda referência do canto falado presente nas culturas africanas, o nascedouro do rap – entendido como cultura através deste nome – foi nas ruas do bairro do Bronx.

É importante ressaltar, que, um dos incentivadores da valorização do papel do dj e da construção da cultura hip-hop fora o dj jamaicano Kool Herc, que, através do seu equipamento ambulante, levou a tradição das festas de rua (block parties), da Jamaica para o Bronx, reunindo dançarinos e grafiteiros num mesmo espaço. Herc tornou-se também o inspirador de djs como Afrika Bambaataa e Grand “Master” Flash, e juntos, idealizaram a cultura hip-hop…

Africa Bambaataa

Da mesma maneira que existem estilos diferentes no rap, os djs ligados à cultura também apresentam as suas diferenças, chegando inclusive a se tornarem produtores, verdadeiros acrobatas por sobre os toca discos e exímios remixadores, fazendo com que muitos sons undergounds, se tornem aceitos nas pistas de dança.
Aqui no Rio, enquanto que o dj Cley 2, Branquynho e Claysoul – todos de Campo Grande – assumem o papel de excelentes remixadores, os djs Juan (Six), Boneco (Masta Basta), Phabyo e Bráulio (Castelo das Pedras), GL Jay (ex-Artigo 288), Magic Júlio (banda Afroreggae), Negralha (O Rappa) e Babão (Brutal Crew), mostram que as MK2 (toca-discos profissionais) , não se tornaram relíquias de museu…

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