Entendendo o papel do Bboy

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(Rock Steady Crew - Bronks-New york) Buck 4, Kuriaki,Crazy Legs, Doze, Ken Swift, Baby Love

1. Ter caráter para representar com postura e atitude a cultura da qual faz parte, mostrando maturidade e personalidade.

2. Saber mais a respeito dos precursores e criadores da filosofia dessa cultura urbana para o conhecimento de seu perfil sócio-ideológico e cultural dentro de cada elemento.

3. Respeitar as gerações anteriores para que futuramente a sua possa ser respeitada e assim entender a contribuição de ambas para o processo de evolução de seu momento na história re-significando a importância da memória.

4. Respeitar os fundamentos entendendo o quanto eles foram fundamentais para consolidação da dança de rua e caracterização de seu estilo como hoje conhecemos denominado de B. Boy.

5. Manter alguma originalidade dentro das construções de suas sessões valendo-se desses fundamentos para que não seja descaracterizado do que realmente é ser o B. Boy.

6. Autenticidade e fidelidade no desenvolvimento de fundamentos permitem agregar novas influências ao seu repertório, ampliando todo o processo de um novo vocabulário de expressão gestual e corporal.

7. Impor sua personalidade de b.boy, caracterizar-se como b.boy, ter postura de b.boy, ter estilo de b.boy, ter atitude de b.boy, dançar como um b.boy para não perder a identidade e ser confundido com outras manifestações.

8. Respeitar o título dado por Kool Herck de B.boy como ele é, para não se perder toda a filosofia de vida incrustada nos guetos norte americanos, entendendo o cenário que favoreceu o surgimento desta cultura, que se manteve autêntica desde a sua criação e projeção para o mundo.

9. Permitir-se a conhecer novas expressões corporais visando ampliar sua visão do corpo em movimento criando alternativas distintas na busca de novas influências e referências.

10. Valorizar as manifestações culturais e regionais de seu país, estudando mais sobre sua própria essência e raiz, a fim de ser compreendido e respeitado pela inserção de outras formas de expressões culturais e sociais.

11. Ser audacioso em seus objetivos não se limitando apenas na plasticidade de movimentos e sim no entendimento do que englobam suas necessidades como ser humano para manutenção da vida (estudo, trabalho, profissionalização etc.).

12. Não copiar seus ídolos a ponto de se projetar através de seus passos, mas, sim inspirar-se neles, respeitando-os como uma influência, permitindo-se ampliar através de si a nomenclatura de passos e movimentos, tornando-se referência dentro dessa cultura.

13. Vivenciar o espírito coletivo existente dentro das Crew´s para aprimorar valores humanísticos de união, respeito, igualdade, humildade, sinceridade e integridade agregando o cooperativismo para o crescimento de sua equipe.

14. Entender que fazer parte de uma Crew é representá-la com atitude e postura, não sendo apenas quem executa melhores passos e sim quem se preocupa com planejamentos dos conteúdos das coreografias, métodos de treinamentos e estratégias de se atingir os objetivos traçados por todos, propiciando assim uma evolução global.

15. Deixar de ser apenas um dançarino, mas, articular-se sobre conhecimentos diversificados fazendo a diferença na realização de trabalhos sócio-culturais estando preparado para sua atuação como um arte-educador no repasse de valores de re-significação sócio-cultural.

16. Respeitar as limitações de cada integrante de sua crew ou de outra crew, sendo elas propiciadas pela individualidade biológica ou favorecimento genético, deficiências motoras geradas por lesões estimuladas pelo uso indevido ou não do corpo ou até mesmo patologias congênitas ou adquiridas, evitando assim atitudes preconceituosas.

17. Aprender com os obstáculos naturais existente em nosso processo de maturidade, sendo que, o que é fácil para um é difícil para o outro e vice e versa, compreendendo então o valor de cada membro insubstituível dessa família chamada crew.

18. Buscar a conscientização de todos os membros para que possam repassar o que lhe foi confiado pela geração anterior, havendo um bom senso do que realmente é Hip Hop entre todas as crews.

19. Amadurecer a consciência de valores morais e éticos a fim de se projeta-los nas apresentações, work shop´s shows e eventos a fim de divulgar seu papel dentro da cultura promovendo a prática da cidadania.

20. Estar consciente do quanto é prejudicial o caráter competitivo dentro não só da dança, mas, em todos os segmentos da sociedade avaliando o que é benéfico e o que é nocivo e assim amenizar frustrações nesse processo promovido pela ambição.

21. Informar-se a respeito dessa nova fase de democratização da dança, onde preparamos muitos para ser “O vencedor” lugar que só há apenas espaço para um seleto e minúsculo grupo de pessoas, sem falar no mecanismo de seleção natural existente no que chamamos de vida.

22. Não perder a essência de ser dançarino, fazer da roda um momento de confraternização, deixar fluir com naturalidade seus passos e movimentos, pois é notório que quando a pessoa está dançando deixa aflorar o que ela é por dentro, pois dançamos por que amamos o que fazemos.

Texto:
Gêmeos Bbmc’s
Tupinikingz
Brazilian
Fonte: TupiniKingz

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