15ª edição do Festival Internacional de Dança do Recife

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A ocupação de espaços públicos com maior intensidade foi uma das marcas da 15ª edição do Festival Internacional de Dança do Recife, que terminou no último sábado, com show do homenageado, o cantor e dançarino Nelson Triunfo, considerado o “pai” do hip hop brasileiro, na Rua da Moeda. Para Marta César, avaliadora do evento e diretora do Festival Múltipla Dança de Florianópolis, o festival foi vitorioso nas parcerias e soube driblar as dificuldades de equipamentos ou recursos com a competência da equipe de produção. “O encontro entre as universidades poderia ter tido mais gente, mas já reverberou, pois haverá uma mostra artística no ano que vem”, ressalta Marta César, que esteve ao lado da curadora, a também catarinense Sandra Meyer, durante a avaliação.

festival de dança de rua
Sandra Meyer, curadora da 15ª edição do evento, e Marta César, avaliadora: equipe de produção driblou dificuldades Foto: Victor Juca/Divulgação

De acordo com Arnaldo Siqueira, coordenador do Festival de Dança, os números aproximados dão conta de 9 mil espectadores nos teatros em sete dias de apresentações, sem contabilizar o público do Santa Isabel e Hermilo, no último sábado. Se somarmos as ações em áreas externas, como mercados, ruas e parques, o número sobe para 13 mil pessoas, isso sem contar o público do encontro de hip hop Ginga Bboys, realizado na Torre Malakoff e o próprio show de encerramento, com Nelson Triunfo, também no sábado.

Entre os pontos altos do festival, estão a apresentação dos Early works, da Trisha Brown Dance Company, dos EUA, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), em meio às obras de Tomie Ohtake. “Foi significativo tanto do ponto de vista da dança, quanto da articulação com o museu, quanto do ótimo comportamento do público jovem”, considera Arnaldo Siqueira.

Outro ponto destacado pelo coordenador são as parcerias do festival, tanto as institucionais, como com a ONG Pé no Chão, na residência com os angolanos do Kilandukilo, quanto com o Museu de Arte Popular do Pátio de São Pedro, através do projeto Diálogos, de projeção de vídeos de dança de rua. Também foram relevantes as parcerias com projetos privados, como a circulação e palestras do Acupe Grupo de dança, do espetáculo 5 minutos para blackout, e a estreia de Travessia, novo espetáculo do Grupo Grial de Dança, no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda. (Tatiana Meira)

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