dança de rua
Faltou coreografar mais. Essa foi a explicação dada pela organização do Guinness World Records ao idealizador da maior polonaise de rua do Brasil, Irno Delai, que tentava encaixar no livro dos recordes mundiais a dança realizada durante a 26ª edição da Oktoberfest, em Santa Cruz. Porém, o pedido não foi aceito, sob a alegação de falhas técnicas.

A negativa pegou de surpresa os organizadores da festa e também os que acreditaram que, com 1.950 pessoas dançando e 12 mil assistindo, o feito de Santa Cruz seria reconhecido mundialmente. “Nós tínhamos quase certeza que iria entrar”, afirmou Delai, que disse também ter consciência de que a dança não realizou todas as evoluções que a caracterizariam como tal.

Segundo o idealizador, mesmo sem ter todas as etapas cumpridas, deveria ter sido avaliada a essência do encontro, que reuniu milhares de pessoas em torno de um objetivo. A alternativa encontrada para contestar a decisão foi a proposta de uma nova categoria. “Sugerimos criar a categoria de dança de rua, que não existe ainda. No mundial há apenas a de salão”, explica Delai. A ideia foi enviada há 60 dias a Londres, onde fica o escritório do Guinness. Delai aguarda retorno da justificação e ainda mantém as esperanças de angariar o título.

Ele acredita que a façanha é muito maior do que a burocracia. “Eu sou otimista, sonhador, sou ousado, mas já estou muito satisfeito. De fato, já somos a maior do mundo. Só falta ser de direito”, salienta.

Na oportunidade em que apresentou a justificativa recebida da organização do concurso mundial, Delai aproveitou para agradecer as parcerias e entregar o título de reconhecimento à Prefeitura, Assemp, Oktoberfest e Promopres pelo enquadramento no livro de nível nacional, onde o evento foi reconhecido como a Maior Polonaise de Rua do Brasil, com 13.950 participantes.

Desafio

Segundo o presidente da 26ª Oktoberfest, Ido Dupont, a realização da polonaise foi mais uma tentativa de tornar Santa Cruz reconhecida pela Festa da Alegria. “Nós queremos fazer com que esse evento se fortaleça cada vez mais, e vai se fortalecer”, acredita. Já o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jair Jasper, lançou o desafio de, na próxima vez, bater o recorde. “Não adianta dizer que Santa Cruz tem polonaise. É preciso dizer: eu participei”, ressalta.

Luiz Carlos Moritzen, que presidirá a 27ª Oktoberfest, afirmou que tentará manter a realização da polonaise neste ano. “Vamos providenciar alguns ajustes e consolidar a marca. A polonaise por si só será uma bandeira que trará turistas para a festa”, diz. No que depender do idealizador, a segunda polonaise já está encaminhada. “Eu não vou medir esforços se quiserem que a gente participe novamente”, afirma Delai.

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