Graffiti, Arte de Rua

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Conhecido pelo nome original “grafito”, o graffiti pode ser considerado a primeira forma de escrita do mundo. Durante a década de 60, o graffiti assume nas ruas da França e Itália, um formato um tanto diferenciado pelo qual estamos acostumados a identificá-lo, sem a predominância multicolorida, com letras e desenhos abstratos e tridimensionais, que nos permitiria admirá-los, sendo visto através de frases de resistência à um sistema opressor (bem parecido com àquelas frases de “fora FHC” ou a famosa “Diretas Já!” que predominam ainda hoje nos muros de nossa cidade). Já na década 70, o graffiti reaparece, só que desta vez, nos Estados Unidos. Assumindo um estilo de protesto diferente dos países europeus, ele adquire um formato bem próximo do que viria a ser o seu original nos anos seguintes: com frases e desenhos multicoloridos nos vagões de metrô. Então, é neste período que a “graffiti spray can art” passa a assumir o seu formato definitivo, sendo vista de maneira frontal, e direcionando o seu nome o quanto arte e desenvolvendo estilos, sendo praticada agora pelos adolescentes negros e hispânicos dos bairros nova-iorquinos. Inspirados por nomes como Vaungh Bodê (cartunista muito popular na época, que retratava em seus quadrinhos um mundo de magia e fantasia, num ato de protesto à guerra do Vietnã), estes jovens, numa busca, mesmo que inconsciente, de sua afirmação social, procuravam dar asas aos seus estilos nos vagões de metrô, paredes de linhas férreas, prédios abandonados, muros e becos da cidade de Nova Iorque:

“Era como pular uma cerca, uma cerca escolar. Você escreve seu nome no pátio, espera o trem passar, e daí ganha o dia: Uau! Meu nome está viajando em Nova Iorque inteira!” – (KRS-One/ rapper e grafiteiro)

Nomes como Taki 183, Lee Quiñones, Phase 2, Blade, Daze, Crash, Zephyr, Lady Pink, Noc e Kase 2 fizeram do graffiti uma das linguagens mais fortes de uma juventude desassistida, vivendo em uma comunidade à mercê da violência e das drogas. É importante ressaltar, que, muitas vezes esses “writers”, foram freqüentemente confundidos pela lei como integrantes de gangues de rua, pelo fato destas utilizarem muitas vezes de alguns estilos do graffiti para a demarcação dos seus territórios.

Estilos:

Tag – assinaturas feitas à base do spray, ou, em algumas circunstâncias, canetão. É considerado a assinatura do “writer”. É também visto no formato de frases que complementam um desenho ou um outro estilo de letra. Quando utilizado negativamente, ele pode ser interpretado como o que conhecemos pateticamente por “pichação”.

Throw-up – estilo de pintura elaborado de forma rápida, sem muitos detalhes na estética, que simula algo proibido como a pichação, à base de duas ou três cores apenas, através de rolos para encher as letras e desenhos e sprays para contornos.

Piece – bem similar a forma dos hippies, este estilo pode ser considerado um dos primeiros na escala evolutiva do graffiti em Nova York. Ao contrário do throw-up, suas letras e desenhos apresentam um tom de estética mais apurado e a liberdade de se trabalhar com um número superior a três cores. É também, bem apreciado pela sua facilidade de interpretação.

3D – um dos mais sofisticados estilos de graffiti. Desenvolvido já no fim dos anos 80, o 3d é o “Salvador Dali” do graffiti, com suas letras e desenhos tridimensionais, que possibilitam, muitas vezes, a interpretação única de quem é do meio somente.

Para que você tenha uma idéia mais profunda do que vem a ser a arte do graffiti no Rio de Janeiro, a crew carioca “Nação Gaffiti”, formada pelos writers Chico, Ment e Airá “O Crespo”, freqüentemente realizam em nosso estado, seminários e work shops com a intenção de difundir corretamente esta cultura. E mais precisamente em Campo Grande, entre tantos bons grafiteiros, podemos destacar o trabalho competente de Gil.

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História do Rap Brasileiro

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Brasil Hip Hop, o mundo do Hip Hop Brasileiro, para você amante do Hip Hop. Performances dos bboys e bgirls do nosso brasil.
Todos os elementos aqui, Rap, Break, Graffiti e DJ.

A cultura Hip Hop, da qual o rap faz parte junto com o grafite e a dança break, deu o ar da sua graça no Brasil no começo dos anos 80 (poucos anos depois de seu surgimento, nos Estados Unidos), mais notadamente em São Paulo. Ela chegou pelas mãos das equipes que faziam os bailes soul e dos discos e revistas que começaram a ser vendidos em lojas nas galerias da Rua 24 de Maio, no Centro (mesmo local onde, na mesma época, encontravam-se os integrantes do nascente movimento punk). Os primeiros a aparecer foram os dançarinos de break que, expulsos pelos comerciantes e policiais da região, transferiram-se para a estação de metrô São Bento. Logo houve uma cisão entre esses breakers e os rappers (também conhecidos como tagarelas), que começavam a fazer seus versos e tiveram que se bandear para a Praça Roosevelt. Pouco tempo depois, eles se tornaram a facção mais forte e atuante do hip hop paulistano, levando até alguns breakers a tornarem-se rappers.

O registro inicial do rap brasileiro é a coletânea Hip Hop Cultura de Rua (1988, Eldorado). Ela trouxe faixas dos grupos Thaíde e DJ Hum (produzidas por Nasi e André Jung, do grupo de rock Ira!), MC Jack, Código 13, entre outros. Debutava no Brasil o estilo musical baseado em falas ritmadas despejadas por cima de bases dançantes tiradas de discos de funk, com eventuais scratches (os arranhões, efeito que os DJs obtêm ao fazer o disco ir para frente e para trás no prato). No entanto, a estética discursiva típica do rap já havia sido usada, um ano antes, para a confecção de um grande sucesso de rádio: Kátia Flávia, que o carioca Fausto Fawcett gravou com os Robôs Efêmeros. Os scratches também já haviam aparecido em disco em Estação Primeira (87), da banda paulistana Gueto.

Em 1988, outra coletânea de rap foi lançada em São Paulo: Consciência Black (primeiro disco do selo Zimbabwe). Nela, estava um grupo que daria muito o que falar nos anos seguintes: os Racionais MCs. Em suas duas músicas, Pânico na Zona Sul e Tempos Difíceis, Ice Blue, Mano Brown, Edy Rock e o DJ KlJay deram uma visão nada amenizada de como era dura a vida do jovem negro e pobre que mora na periferia paulistana, perdido entre o crime e a injustiça social. No começo dos anos 90, Thaíde e DJ Hum e os Racionais eram reconhecidos com os mais sérios e importantes nomes do rap paulistano, sempre envolvidos com campanhas de conscientização da juventude e movimentos de divulgação, unificação e promoção do hip hop no Brasil.

Em 1993, quando lançou seu terceiro LP, Raio X Brasil, os Racionais eram uma unanimidade na periferia, atraindo até 10 mil pessoas por show, e foram convidados para abrir a apresentação paulistana do Public Enemy, um dos mais importantes grupos do rap americano. As músicas desse disco independente – em especial Fim de Semana no Parque e Homem na Estrada – conseguiram furar o bloqueio das rádios, levando o nome da banda a um público que talvez nem suspeitasse haver músicas de tal contundência. Logo, foi editado pela Continental um CD reunindo as músicas dos três discos dos Racionais.

Naquela mesma época, surgiu no Rio de Janeiro uma inesperada força do rap: o adolescente branco de classe média alta Gabriel Contino, vulgo Gabriel o Pensador, que estourou no final de 1992 nas rádios com a música Tô Feliz, Matei o Presidente, direcionada para Fernando Collor, que havia acabado de renunciar em meio a um processo de Impeachment por corrupção. Contratado por uma grande gravadora, ele voltou às FMs com músicas como Lôraburra e Retrato de um Playboy, que, apesar do tratamento mais pop da produção, traziam em suas letras violentas críticas aos costumes da abastada e deslumbrada juventude carioca. Pouco tempo depois, Gabriel (que sempre procurou estar ligado ao movimento hip hop), participou da primeira coletânea de rap carioca, Tiro Incial, da qual fez parte outro nome do qual se iria ouvir falar: o rapper MV Bill, da Cidade de Deus.

Paralelamente, o rap se espandia para outras partes do Brasil, inspirando uma série de artistas, como o Câmbio Negro e o GOG (de Brasília), o Faces do Subúrbio e o Sistema X (de Recife, onde também surgiu o rapper-embolador Chico Science), Da Guedz e Piá (Porto Alegre) e Black Soul (Belo Horizonte). Mais para o meio da década, o rap experimentou no Brasil suas primeiras fusões com o rock, em bandas como a carioca Planet Hemp (de Marcelo D2) e em grupos de rap que viraram banda, como o paulistano Pavilhão 9 (referência ao local no presídio do Carandiru onde mais de 100 presos foram executados de uma vez só pela polícia) e Câmbio Negro.

O grande momento do rap brasileiro, porém, foi em 1998, quando os Racionais MCs lançaram o disco Sobrevivendo no Inferno, a obra-prima do rap nacional, que ultrapassou a barreira da periferia paulistana com a música Diário de um Detento. Relato de um prisioneiro do Carandiru sobre a rotina e suas elocubrações no dia 1o de outubro de 1992 – ou seja, um dia antes do massacre. O videoclipe, gravado no próprio Carandiru, acompanhou em ritmo de documentário a arrepiante letra de Mano Brown. Acabou sendo escolhido pela audiência da MTV o melhor vídeo do ano. O disco, que ainda trazia músicas como Jorge da Capadócia (de Jorge Ben Jor), Capítulo 4, Versículo 3 e Periferia é Periferia (Em Qualquer Lugar), Sobrevivendo vendeu mais de um milhão de cópias, recorde para um lançamento independente. Prova da incrível popularidade (e credibilidade) conquistada pela banda – em maior grau, entre o público da periferias das grandes cidades brasileiras, ainda que a sua mensagem tenha tido alguma penetração entre a juventude branca de classe média.

O sucesso dos Racionais garantiu uma boa exposição para o rap brasileiro, levando as gravadoras a contratar mais e mais artistas do gênero no fim dos anos 90 (época em que o rap também esteve mais forte do que nunca nos Estados Unidos). MV Bill, apadrinhado dos Racionais, relançou seu disco de estréia CCD Mandando Fechado com o título Traficando Informação pela gravadora Natasha, de Paula Lavigne, mulher de Caetano Veloso – e, no Free Jazz Festival de 1999, apresentou-se com o grupo de rap americano The Roots. Marcelo D2 lançou seu primeiro disco solo, Eu Tiro É Onda (98), que trouxe uma inspirada fusão de rap com samba.

Em Recife, o Faces do Subúrbio apostava, por sua vez, na embolada-rap. São Paulo, porém, permaneceu sendo o grande foco da produção de rap no Brasil, com uma forte cena baseada em uma série de selos independentes. De lá, saíram nomes como DMN, De Menos Crime, RZO, Xis e Dentinho e os Detentos do Rap, formado por presidiários do Carandiru (cujo primeiro disco trazia a irônica inscrição: “Contatos para shows: não disponível no momento). Aliás, a fascinação do rap pelo tema da criminalidade (expresso nos Estados Unidos na chamada vertente Gangsta Rap) levou uma série de artistas a gravarem, em 1999, um disco só com composições de um dos mais célebres bandidos cariocas, o ex-líder do tráfico José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha.

A História do Hip Hop

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A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break. Rap – rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura; Graffiti – que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo; Break dance – que representa a dança.

Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop. Que muitos dizem que é a “CNN da periferia”, ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas.

O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip).

Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de Nova Iorque, só existiam dois bons deejays conhecidos que eram Kool D.J. Herc e Kool Dee.
Kool D.J. Herc foi o maior e mais seguido de todos os D.Js. do Bronx.

De qualquer modo em meado dos anos 70 outro jovem D.J. que foi inspirado por kool D.J. Herc, Kool D.J. Dee, Disco King Mario, começou aparecer e crescer no cenário da música B.Beat chamado Afrika Bambaataa.

Ele tinha algo de grandioso da música B.Beat de Kool Herc, ele começou a trazer novos discos e fazia as pessoas dançarem como um trovão, e decidiu de chamá-los de ZULU NATION. Nos próximos anos Bambaataa seria o responsável por várias gírias no movimento. Nesta mesma época apareceu outro D.J. com o nome de Grand Máster Flash, que ajudou a reformular o jeito de rimar em cima dos Break Beats. Não foram Sugarhill Gang, D.J. Hollywood ou Eddie Chebba e Kurts Blow que começaram a rimar em cima dessas batidas, foram realmente Grand Máster Flash, Mele mel, Kid Creole e Keith Cowbow que começaram o fenômeno das rimas.

Se existe alguém responsável pela criação da música Break Beat, foram Kool D.J. Herc, Afrika Bambaataa e Grand Master Flash, os que vieram depois só ajudaram a construir o que chamamos de HIP-HOP.

O RAP:

Como já disse anteriormente rap quer dizer ritmo e poesia. Ao contrário de que muitos pensam e dizem por aí, o rap foi criado na Jamaica e não nos Estados Unidos… Por volta de 1960 na Jamaica existiam os “sound systems” muitos populares na ilha, pois sem dinheiro a população dos guetos iam para as ruas e ficavam escutando músicas nesses “sound systems” que eram na época algo como hoje em dia é um trio elétrico para nós aqui, só que em escalas bem, mais bem menores…Daí então com as músicas com ritmos jamaicanos rolando os “toaster” que eram como os mc’s (mestre de cerimônias de hoje) ficavam falando frases e discursos sobre as carências da população, os problemas econômicos, a violência nas favelas, enfim sobre a dificuldade em geral da classe baixa dos guetos.

A ida desta nova forma de música para América até então, aconteceu no início de 1970, pois vários jamaicanos tiveram que deixar a ilha do Caribe e emigrarem para a América por problemas econômicos e políticos…. Um dos caras que foram para os USA e desembarcaram em Nova Iorque, foi o dj Kool Herc – trazendo em sua bagagem toda a sua experiência naquele ritmo dos guetos da Jamaica.

Daí então com a divulgação do novo estilo de se fazer música até então, desconhecido por lá, começou a surgir grupos de rap por todo gueto de NY… Quanto ao primeiro registro fonográfico de rap, a divergências entre os estudiosos, alguns dizem que foi o grupo “Sugar Hill Gang” que gravou o 1º registro em vinil para o grande público, outros falam que foi o grupo “Fatback” com a célebre “King Tim Ill” por volta de 1978.

O GRAFFITI

O graffiti em si não há uma citação na história do hip hop onde ele começou primeiro, ou de que forma foram criadas letras e formas de se desenhar, mas há quem diga que ele foi o primeiro elemento a se formado. Naquela época gangues disputavam demarcando becos, muros e trens com seus nomes. Aos poucos a demarcação foi tomando segundo plano para uma verdadeira e nova forma de expressão artística, onde garotos com seus elementos futuristas ditavam novos estilos com o bico do ‘spray’ (nuts). A influência latina é algo que podemos dizer que existe muito forte em todo trabalho…pois os maiores artistas veêm de países como, Colombia, Porto Rico e Bolívia…dos vários artistas do graffiti mundial citamos, Ramon Herrera, Lee Quiñones, Miguel”paco paco”Ramirez, Sandra “lady pink” Fabara, Futura, entre vários outros.

O HIP HOP NO BRASIL

O nome HIP HOP surgiu no Brasil na década de 80. Ainda não existiam movimentos que retratavam exatamente o fundamento, o significado na íntegra desta cultura, porque todo aquele povo da época (a grande maioria) desconhecia este nome HIP HOP. O que na época foi propagado e muito na mídia, era a febre chamada BREAK DANCE.

Break era a dança do momento na época, que jamais deixou de ser um elemento importantíssimo e imprescindível para o crescimento do movimento no Brasil.

Sendo assim: 1984, foi o ano oficial da chegada da Dança de Rua no Brasil e o surgimento dos B.Boyings, Poppings e Lockings.
Dizem que existiram pessoas isoladas que já começaram a dançar em meados de 1983, mas foi mesmo em 1984 que a mídia, através dos jornais, documentários, revistas, comerciais de TV e filmes que propagou em massa a chegada da nova dança.

Em todos os lugares via-se pessoas com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos, do que se tornaria mais tarde uma cultura bem mais complexa.

Todos aqueles que tinham uma certa afinidade pela dança foram influenciados pelas cenas do filme Flash Dance, os vídeos clips de Lionel Ritchie, Malcom McLarem e outros. Sendo que não podemos deixar de mencionar em hipótese alguma que o Rei do Pop Michael Jackson, lançou para o mundo o famoso Back-slide, inventado pelo Grupo Electric Boogaloo, que muitos Poppers viram e utilizaram muito no Brasil.
Na terra brasilis o hip hop na década de 80, contou também com as equipes de Som, estilo black music, como: Chic Show, Black Mad e Zimbabwe e algumas revistas. E é claro dos discos que apareciam na galeria da rua 24 de maio.

Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o “Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto, na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo atrás; desde a época do Black Power dançando Funky no bailes de São Paulo.

Recém chegado dos E.U.A. um garoto chamado RICARDO do Grupo Electric Boogies, foi considerado por alguns o 1º B.Boy brasileiro, pois trazia do exterior os primeiros passos de Break para a revista: Dance o Break.

Thaíde e o Humberto, ou melhor, o Dj Hum, MC Jack que também é DJ, Pepeu, Racionais Mc’s. General G.,Considerado o melhor vocal e a melhor levada de Rap, ele simplesmente desapareceu do mapa. MC Mattar, nome artístico (pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino.

Quem não se lembra da música: “Mas que linda estás”??? Do Grupo Black Junior’s. Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário.
Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o fato, foram os primeiros Rappers a gravar disco de vinil
Grandes nomes como Fábio Macari, DJ Cuca e a dupla dinâmica, bombástica e irreverente de brancos, chamada: “Dinamic Duo”, foram e são as verdadeiras enciclopédias do Hip Hop no Brasil.

Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos).
O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão (hoje o rapper da gravadora Trama: Criminal D.).

Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Jabaquaras Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que mantiveram vivo a arte do B.Boy.

Toda essa galera se encontrava na 24 de maio, em São Paulo, mas, começaram as implicações das lojas, com isso tiveram que mudar de localidade, indo para a Estação São Bento do metrô…Com uma divisão ocorrendo neste período da São Bento, outro grupo foi para a Praça Roosevelt e dalí surgiu o “Sindicato Negro”.

Já em agosto de 1989 um cara chamado Milton Salles criou a MH2O “Movimento Hip Hop Organizado”, ele Sales nesta época era produtor dos Racionais Mc’s e foi até 1995, ao MH2O foi muito importante pois criava várias oficinas nas periferias, shows gratuitos nos guetos e divulgou muito o rap para o grande público.

Hoje em dia, Milton Sales é responsável pela Companhia Paulista de Hip Hop, que continua tendo o mesmo intuito divulgar a cultura do hip hop.

Os 4 elementos do Hip Hop são:

– O BREAK: representa o corpo através da dança;
– O MC : a consciência, o cérebro;
– O DJ: a alma, essência e raiz;
– O GRAFFITI: a expressão da arte, o meio de comunicação.

Hoje em dia, existem muitos hip-hops espalhados pelo Brasil, principalmente em São Paulo, que se auto-intitulam os conhecedores e entendidos da cultura. Dizendo que isso é, isso não é Hip-Hop, ao invés de fazer algo para o engrandecimento ainda maior do movimento, e não fazem.

Nome dos Movimentos de Break

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Head Spin (Giro de Cabeça)

Chair FreezesCC Long Footwork (6 step )

Four Step (quatro passos)

Swipe (corte)

Baby Bridges (ponte)

Chair FreezesTrack (Floor)

conhecida como “Hélice” no BrasilBack Spin (Giro de Costas)

Giro de Mão (chamado 1990’s ou nineties nos EUA)

Hand Glide (escorregão de mão)

Windmills ou Contínuos (conhecido como Moinho de Vento no Brasil)

Tap Head Spin (Giro de Cabeça Contínuo)

Air Tracks (conhecido no Brasil como Loko)

Halos conhecido como “Pião Japonês” no BrasilNinja FreezeHead GlidesAxle também conhecido como Star Track ou Air FlarePlank FreezeSpyderman Footwork, é o chamado footwork “Homem Aranha”Air BabElbo Spin: giro de cotoveloBouncin CE CE’sSwirl (Redemoinho)

Transição do Moinho de vento (Continuous ou Windmill)

para o Giro de mão (1900’s)

Wrist 90’s: é a parada de mão com uma mão só.Wrist 90’s girando: giro de mão com o pulso (parte de trás da mão).Elbo Slide: é um escorregão

(slide) com o cotovelo.Double Leg Sw

DANÇA DE RUA MARANHÃO

Dança de Rua Maranhão, para todos os bboys de plantão, para amantes do HIP HOP.

Vídeo Aula Powermove – Windmill / Moinho de Vento

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O Moinho de vento é um powermove do breakdancing que combina técnicas de ginástica e dança de rua ao estilo urbano. Inventado por Crazy Legs da Rock Steady Crew de Nova York, o Moinho tornou-se um movimento básico para os bboys, e é a base para técnicas mais difíceis.
Windmill ou Moinho de vento, como é popularmente conhecido no Brasil, é um Power Move muito conhecido entre os bboys e até mesmo bgirls, isso por ser um power move muito fácil e que não exige tanto esforça físico e tanta técnica assim como o Flare e Air Flare.

Sobre o vídeo aula

A Nossa serie de tutoriais Como Dançar Break tem sido totalmente desenvolvida pelo nosso instrutor Mano Mion, que vem criando vídeos aulas de grande qualidade em um ordem específica para facilitar seu aprendizado, no entanto, neste capítulo 15 o tutorial desenvolvido é tratando-se sobre o Moinho de vento, como nos vídeos aulas anteriores já tínhamos tratados dos fundamentos básicos do bboy, hoje nós passaremos para um outro nível que inclui o elemento Power Move, que são os saltos e giros, portanto, veja as dicas com bastante atenção para que você tenha um bom êxito.

Como todos os tutoriais disponíveis em nosso site são selecionados exclusivamente para lhes proporcionar maior facilidade para você aprender de forma adequada a dança breaking, no vídeo aula de hoje não será diferente, o mesmo aborda todos os passos para você aprender de forma correta e fácil o Windmill. O vídeo aula moinho de vento segue os mesmo critérios que os outros vídeos aulas anteriores; boa qualidade, idioma português e atende todas as exigência eliminando todas dúvidas mais comuns para todos que ainda não conhecem as técnicas de breaking.

Antes de tentar um moinho de vento real, é preciso conceituar o que os movimentos parecem sem força.

  1. Deite-se de frente com a sua propagação pernas. Arch suas costas e levantar as pernas até atrás de você como você pode.
  2. Simultaneamente roll em seu ombro esquerdo e levante a perna direita o mais alto possível, de modo que você termine a seu lado com a perna direita diretamente no ar e sua perna esquerda paralela, mas não tocando o chão.
  3. Swing sua perna esquerda em sua direita como você rolar para trás, assim que você termina de costas com as pernas e sua propagação, tanto no ar.
  4. Simultaneamente rolar para o lado direito, levantando a perna esquerda no ar o mais alto possível, e sua perna direita paralela ao chão.
  5. Swing sua perna direita em sua esquerda como você rolar na sua frente, terminando com as pernas levantadas atrás de você, tanto quanto possível.

Uma vez que você praticou esses movimentos básicos, você está pronto para tentar Windmills completo. As indicações abaixo são para a realização Windmills sentido anti-horário.

  1. Ajoelhado no chão, plante seu cotovelo esquerdo firmemente em seu estômago e segure o braço direito um pé na frente de seu rosto. Lean em frente, colocando suas mãos no chão e manter seu cotovelo em seu estômago, para que seu peso é distribuído principalmente em seu antebraço esquerdo. Estique os joelhos e afaste as pernas para fora e para trás. Esta é a posição de instalação.
  2. Mantendo as mãos no chão, levante a perna esquerda, tanto quanto é possível atrás de você e dobrar o joelho esquerdo. Seu rosto deve ser empurrada para baixo, perto do chão.
  3. Chute a perna direita para cima e para a direita tão duro como você pode, então o seu swing perna esquerda paralela ao chão com a perna direita. Como sua perna esquerda está balançando, empurrar o chão com as mãos e rolar sobre seu ombro esquerdo. O impulso das pernas continuará a puxar-lhe por cima do ombro e em sua parte superior das costas. Ligeiramente dobra seu queixo em seu peito durante este movimento.
  4. Com os braços ainda em suas posições originais e as pernas no ar, balanço a perna direita tão duro como você pode, em seu lado esquerdo, girando o tronco de seu superior de volta ao seu ombro direito. Swing suas mãos para a direita com a aproximação do solo, preparando-se para plantar seu cotovelo esquerdo de volta para o seu estômago como você continuar a girar.
  5. Como as pernas continuam a balançar, rodar a partir de seu ombro para as mãos. Você deve terminar em uma pose semelhante à posição de instalação, com as pernas levantadas no ar atrás de você e sua cabeça perto de tocar o chão .. Empurre fora do chão tão duro como você pode de modo que seu corpo mais baixo é levantada tão alto no ar possível. Swing sua perna esquerda com a direita, e gire o tronco de suas mãos, para o seu ombro, e em sua parte superior das costas.
  6. Continue girando o peso de seus braços, ao ombro esquerdo, a parte superior das costas, ao ombro direito, para os braços, balançando as pernas alternadamente em cada instituição. No seu balanço as pernas, swing-los cada vez mais difícil, por isso que você ganha ímpeto e aumentar a velocidade.

Confira outras dicas para aperfeiçoar

Existe diversos meios de você treinar e evoluir rápido nos movimentos, muitos deles dependem muito de sua habilidade inata e outros de alguns critérios com relação a sua forma de treino e algumas adaptações necessárias no decorrer de seus treinos, conheça dicas com as melhores técnicas para você melhorar no aprendizada deste powermove e de outros mais, confira;

  1. Dicas para melhorar o Moinho de vento;
  2. Como treinar power move;
  3. Como se tornar um Powerhead.
  4. Dicas para ganhar força e resistência física;

Após ter aprendido o Moinho de vento, confira dicas para ajudá-lo aperfeiçoar o moinho de vento em diversos aspectos, envolvendo agilidade, abertura, velocidade, veja:

A relação com outros Power Moves

Diferente de muitos spin moves, o moinho tem uma grande relação com o Flare, no meio dos power moves pode ser considerado um dos mais fáceis de fazer transições para outros power moves, com já foi citado anteriormente, uma das transições mais fáceis é Flare e moinho, vice-versa. Confira nosso vídeo aula acompanhado de dicas para você aprender também a forma correta para fazer Flare e Moinho de Vento.

Tutorial Moinho de VEnto com o Bboy Cico

Nesse vídeo você aprenderá as bases para fazer o moinho de vento muito fácil. Todas as dicas são de um dos melhores Power heads do Mundo, o famoso Bboy Cico.

Como Dançar Break dance – Flare – Cap. 23

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Videos Aulas de Flare, para você que precisa de umas dicas importante para pegar este power move que é considerado um dos movimentos mais importante no mundo dos power moves, é este que dar resistência para o Bboy, alem de ser um move muito bonito!!!

Créditos

Videoaulas de Break Dance Para iniciantes aula 22 – Flare
Camera: Marcelo (B-Boy Mms)
Direção: Mano Mion
Edição e atuação: Mano Mion

História do Hip Hop

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A história do Hip Hop é o relato de um movimento artístico e social revolucionário que nasceu nas ruas do Bronx, em Nova York, durante a década de 1970. Mais do que apenas música ou dança, o Hip Hop surgiu como uma ferramenta de expressão, identidade e resistência pacífica para jovens negros e latinos de comunidades marginalizadas.

O que é a Cultura Hip Hop e Seus 4 Elementos

O movimento Hip Hop é tradicionalmente estruturado por quatro elementos fundamentais, cada um representando uma forma diferente de manifestação artística:

  • DJing: A base rítmica e musical. Os DJs criavam batidas repetitivas e inovadoras manipulando discos de vinil.
  • MCing (Rap): A expressão verbal e poética. Os MCs (Mestres de Cerimônias) cantavam rimas improvisadas ou escritas sobre as batidas dos DJs.
  • Breaking (Break Dance): A expressão corporal e dança oficial do movimento, executada por B-Boys e B-Girls.
  • Graffiti: A expressão plástica e visual, marcando as paredes e trens das cidades com assinaturas e desenhos coloridos e políticos.

Origem do Hip Hop: Onde e Como Surgiu?

O marco inicial do Hip Hop ocorreu em 11 de agosto de 1973, em uma festa de rua organizada por Clive Campbell, conhecido como DJ Kool Herc, no Bronx. Ao usar dois toca-discos para repetir a parte instrumental mais dançante das músicas (o “breakbeat”), Kool Herc permitiu que os jovens dançassem por muito mais tempo, criando a base para o surgimento do breakdance.

Em seguida, outro líder comunitário crucial, Afrika Bambaataa, fundou a Universal Zulu Nation, organizando eventos de dança, rap e graffiti com o lema “Paz, Amor, União e Diversão” (Peace, Love, Unity and Having Fun). Ele promoveu batalhas artísticas para substituir a violência armada de gangues locais.

Os Pais Fundadores do Hip Hop

Três DJs são considerados a santíssima trindade da criação do Hip Hop:

  1. DJ Kool Herc: O pioneiro que inventou o breakbeat e batizou os dançarinos de “B-Boys” e “B-Girls”.
  2. Afrika Bambaataa: O padrinho que estruturou o Hip Hop como um movimento cultural unificado e politizado.
  3. Grandmaster Flash: O técnico que revolucionou a arte das pick-ups desenvolvendo técnicas como o scratching e o backspin. Ele, junto a MCs como Melle Mel, ajudou a definir o formato clássico do Rap.

A Chegada do Hip Hop no Brasil

O movimento chegou com força no Brasil na década de 1980, tendo como principal ponto de encontro a estação de metrô São Bento e a Galeria do Rock em São Paulo. Dançarinos de break e rappers se reuniam para trocar fitas cassete e disputar rachas. Em 1991, na cidade de Santos, o coreógrafo Marcelo Cirino fundou o primeiro curso oficial de Dança de Rua do Brasil, ajudando a espalhar e formalizar a prática de danças urbanas no país.

Leia tambem

A Evolução do Hip Hop nos Anos 80 e 90

Durante os anos 80, o Hip Hop deixou de ser um movimento exclusivamente local do Bronx para se tornar um fenômeno global. O lançamento de “Rapper’s Delight” (1979) pelo Sugarhill Gang levou o rap para as paradas de sucesso. Nos anos 90, o Hip Hop se diversificou em subgêneros regionais: a Costa Leste com artistas como The Notorious B.I.G. e Nas, e a Costa Oeste com Tupac Shakur e Dr. Dre. O breaking também evoluiu, com competições internacionais como a Battle of the Year estabelecendo novos padrões técnicos e coreográficos.

Os Movimentos Sociais e o Hip Hop

Mais do que entretenimento, o Hip Hop sempre foi uma ferramenta de crítica social e conscientização. Letras de rap abordam temas como racismo, violência policial, desigualdade social e a realidade das periferias. Organizações como a Universal Zulu Nation de Afrika Bambaataa e o trabalho de artistas como Public Enemy e KRS-One transformaram o Hip Hop em uma plataforma de ativismo. O movimento continua a influenciar gerações de jovens ao redor do mundo, promovendo a expressão artística como alternativa à violência.

Hip Hop Hoje: A Cultura Global

Atualmente, o Hip Hop é a cultura jovem mais influente do planeta. O breaking foi incluído como esporte olímpico nos Jogos de Paris 2024, marcando um reconhecimento sem precedentes. O rap domina as paradas musicais globais, o graffiti é reconhecido como arte de rua em galerias do mundo todo, e a moda Hip Hop (streetwear) movimenta bilhões de dólares anualmente. No Brasil, o movimento continua forte com batalhas de rua, festivais de breaking, slams de poesia e eventos que mantêm viva a essência do que nasceu nas ruas do Bronx há mais de 50 anos.

Principais Nomes do Hip Hop Brasileiro

No Brasil, o Hip Hop encontrou solo fértil. Grupos como Racionais MC’s, Facção Central, MV Bill e artistas como Emicida e Criolo levaram o rap brasileiro para o mundo, abordando a realidade das periferias com poesia e crítica social. No breaking, crews como os Fantásticos B-Boys (SP), Tsunami All-Stars (RJ) e Icons of Break (DF) colocam o Brasil entre as potências mundiais da dança. O graffiti brasileiro é reconhecido internacionalmente com artistas como Os Gêmeos e Eduardo Kobra, que transformaram muros em obras de arte celebradas globalmente.

O HIP HOP NO BRASIL

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O nome HIP HOP surgiu no Brasil na década de 80. Ainda não existiam movimentos que retratavam exatamente o fundamento, o significado na íntegra desta cultura, porque todo aquele povo da época (a grande maioria) desconhecia este nome HIP HOP. O que na época foi propagado e muito na mídia, era a febre chamada BREAK DANCE.

Break era a dança do momento na época, que jamais deixou de ser um elemento importantíssimo e imprescindível para o crescimento do movimento no Brasil.

Sendo assim: 1984, foi o ano oficial da chegada da Dança de Rua no Brasil e o surgimento dos B.Boyings, Poppings e Lockings.

Dizem que existiram pessoas isoladas que já começaram a dançar em meados de 1983, mas foi mesmo em 1984 que a mídia, através dos jornais, documentários, revistas, comerciais de TV e filmes que propagou em massa a chegada da nova dança.

Em todos os lugares via-se pessoas com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos, do que se tornaria mais tarde uma cultura bem mais complexa.

Todos aqueles que tinham uma certa afinidade pela dança foram influenciados pelas cenas do filme Flash Dance, os vídeos clips de Lionel Ritchie, Malcom McLarem e outros. Sendo que não podemos deixar de mencionar em hipótese alguma que o Rei do Pop Michael Jackson, lançou para o mundo o famoso Back-slide, inventado pelo Grupo Electric Boogaloo, que muitos Poppers viram e utilizaram muito no Brasil.

Na terra brasilis o hip hop na década de 80, contou também com as equipes de Som, estilo black music, como: Chic Show, Black Mad e Zimbabwe e algumas revistas. E é claro dos discos que apareciam na galeria da rua 24 de maio.

Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o “Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto, na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo atrás; desde a época do Black Power dançando Funky no bailes de São Paulo.

Recém chegado dos E.U.A. um garoto chamado RICARDO do Grupo Electric Boogies, foi considerado por alguns o 1º B.Boy brasileiro, pois trazia do exterior os primeiros passos de Break para a revista: Dance o Break.

Thaíde e o Humberto, ou melhor, o Dj Hum, MC Jack que também é DJ, Pepeu, Racionais Mc’s. General G.,Considerado o melhor vocal e a melhor levada de Rap, ele simplesmente desapareceu do mapa. MC Mattar, nome artístico (pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino.

Quem não se lembra da música: “Mas que linda estás”??? Do Grupo Black Junior’s. Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário.

Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o fato, foram os primeiros Rappers a gravar disco de vinil.

Grandes nomes como Fábio Macari, DJ Cuca e a dupla dinâmica, bombástica e irreverente de brancos, chamada: “Dinamic Duo”, foram e são as verdadeiras enciclopédias do Hip Hop no Brasil.

Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos).

O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão (hoje o rapper da gravadora Trama: Criminal D.).
Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Jabaquaras Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que mantiveram vivo a arte do B.Boy.

Toda essa galera se encontrava na 24 de maio, em São Paulo, mas, começaram as implicações das lojas, com isso tiveram que mudar de localidade, indo para a Estação São Bento do metrô…Com uma divisão ocorrendo neste período da São Bento, outro grupo foi para a Praça Roosevelt e dalí surgiu o “Sindicato Negro”.

Já em agosto de 1989 um cara chamado Milton Salles criou a MH2O “Movimento Hip Hop Organizado”, ele Sales nesta época era produtor dos Racionais Mc’s e foi até 1995, ao MH2O foi muito importante pois criava várias oficinas nas periferias, shows gratuitos nos guetos e divulgou muito o rap para o grande público……. Hoje em dia, Milton Sales é responsável pela Companhia Paulista de Hip Hop, que continua tendo o mesmo intuito divulgar a cultura do hip hop.

Os 4 elementos do Hip Hop são:

  • – O BREAK: representa o corpo através da dança;
  • – O MC : a consciência, o cérebro;
  • – O DJ: a alma, essência e raiz;
  • – O GRAFFITI: a expressão da arte, o meio de comunicação.

Hoje em dia, existem muitos hip-hopeiros espalhados pelo Brasil, principalmente em São Paulo, que se auto-intitulam os conhecedores e entendidos da cultura. Dizendo que isso é, isso não é Hip-Hop, ao invés de fazer algo para o engrandecimento ainda maior do movimento, e não fazem.

História do Break Dance

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A história do break dance (formalmente conhecido como Breaking ou B-Boying) é um relato fascinante de arte, resistência urbana e superação. Nascido nas ruas e festas comunitárias (block parties) do bairro do Bronx, em Nova York, o estilo transformou a agressividade das gangues em competições artísticas de alto nível físico e técnico.

Origem do Break Dance: Onde e Como Surgiu?

O breaking surgiu em meados da década de 1970, criado por jovens afro-americanos e porto-riquenhos. A dança nasceu na parte instrumental das músicas de funk e soul (conhecida como “break” ou batida quebrada), popularizada por DJs pioneiros como Kool Herc. Herc percebeu que a pista de dança explodia quando a música entrava nessa batida crua da bateria e passou a estender esses trechos usando dois toca-discos. Nascia ali o Breakbeat, trilha sonora oficial que deu ritmo e nome à dança.

B-Boys e B-Girls: A Alma do Breaking

Os dançarinos que entravam nas rodas de improviso (cyphers) para dançar durante os breaks da música foram batizados por Kool Herc de B-Boys (Break-Boys) e B-Girls (Break-Girls). Outras interpretações para o termo incluem Beat Boy ou Bronx Boy.

Embora tenha nascido na comunidade negra, a comunidade porto-riquenha desempenhou um papel vital no desenvolvimento do estilo. Foram os latinos (como Crazy Legs e a crew Rock Steady) que inseriram movimentos acrobáticos complexos, giros e elementos de ginástica olímpica, capoeira e artes marciais na dança.

O Break nos Anos 80 e o Boom na Mídia

Nos anos 80, a mídia e a indústria fonográfica rebatizaram a dança comercialmente como “Breakdance”. Documentários como Style Wars e filmes de sucesso estrondoso como Flashdance (1983) e Beat Street (1984) levaram os movimentos das calçadas do Bronx diretamente para as telas dos cinemas de todo o planeta.

Crews lendárias como a Rock Steady Crew, New York City Breakers e Dynamic Rockers tornaram-se ícones internacionais, viajando pelo mundo e inspirando milhares de jovens a começarem a girar no chão.

A Estrutura e os Estilos do Breaking

Uma performance completa de breaking é dividida em quatro fundamentos básicos:

  • Toprock: A dança inicial em pé, marcando o estilo pessoal e preparando a descida para o solo.
  • Footwork (Floor Rock): O trabalho ágil dos pés e mãos no solo, desenhando círculos ao redor do próprio corpo.
  • Freezes: Poses acrobáticas em que o corpo é travado no ritmo das batidas fortes.
  • Power Moves: Os giros dinâmicos e acrobáticos (como moinho de vento e giros de cabeça).

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Os Movimentos Fundamentais do Breaking

O breaking é composto por quatro pilares fundamentais. O Toprock é a dança em pé que introduz o b-boy e estabelece o estilo pessoal. O Footwork (ou Floor Rock) é o trabalho de pés e mãos no chão, desenhando círculos ao redor do corpo — o famoso “6-step” é a base do footwork. Os Freezes são as poses congeladas que marcam as batidas fortes da música. E os Power Moves são os movimentos acrobáticos mais impressionantes, como o moinho de vento (windmill), o giro de cabeça (headspin) e o flare. Cada um desses elementos exige meses ou anos de treino para ser dominado.

Crews Lendárias e Competições Mundialmente Conhecidas

A Rock Steady Crew, fundada por Jimmy Dee e Crazy Legs, é a crew de breaking mais famosa do mundo, responsável por popularizar o estilo globalmente nos anos 80. Outras crews históricas incluem a New York City Breakers, Dynamic Rockers, e a brasileira Fantásticos B-Boys. Hoje, as principais competições incluem a Red Bull BC One (campeonato mundial individual), a Battle of the Year (competição de crews), e o Freestyle Session. Desde sua inclusão nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o breaking ganhou ainda mais visibilidade e profissionalização.

O Breaking no Brasil

O Brasil é uma potência mundial no breaking. Nos anos 80, a estação São Bento em São Paulo foi o ponto de encontro dos primeiros b-boys brasileiros, que aprenderam assistindo filmes como Beat Street e Break Dance. Desde então, o país produziu talentos mundiais como o B-boy Pelezinho (campeão do Red Bull BC One 2022), B-girl Mayara, B-boy Luan, e a B-girl Nathanael. O Brasil também sedia competições importantes como a Batalha do Ano Brasil e o evento Bgirl Day. Com a inclusão olímpica, o breaking brasileiro tende a crescer ainda mais, com novos centros de treinamento e incentivos governamentais para a modalidade.

Como Começar no Breaking: Dicas para Iniciantes

Para começar no breaking, o mais importante é o condicionamento físico. Fortaleça braços, core e pernas com flexões, abdominais e agachamentos. Comece pelo Toprock — aprenda os passos básicos como Indian Step e Cross Step. Depois, pratique o 6-step (footwork básico) no chão. O baby freeze é o primeiro freeze que todo iniciante deve aprender. Use tênis com bom amortecimento e roupas confortáveis. Treine em superfícies lisas como madeira ou linóleo, e nunca pule etapas — o breaking exige paciência e consistência. Assista a tutoriais online, mas priorize o treino presencial em grupos ou academias para corrigir a postura e evitar lesões.

História do Freestyle

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O freestyle é influenciado fortemente pela cultura latino americana. O freestyle originou em New York no início dos anos 80. Continua sendo produzido hoje em dia com bastante popularidade. A música surgiu primeiramente em New York City e em Miami em meados dos anos 80. Espalhou-se eventualmente a muitas outras cidades com populações latino-americanas.

Inicialmente, era uma fusão dos estilos vocais encontrados na música disco dos anos 70 com a instrumentação sintética do eletro dos anos 80. Nos anos 90, as influências do eletro e do hip hop foram suplantadas pelo house dance. As pessoas escutavam Shannon como a primeira trilha do freestyle. A canção foi produzida por Chris Barbosa, um Latino de New York City. Barbosa mudou e refinou o som do funk e do eletro, adicionando os ritmos latinos americanos. Este som novo, emocionante rejuvenesceu o funk, a alma e a cena do hip hop em New York City.

Quando a maioria dos clubes da vizinhança fechava suas portas, alguns clubes de Manhattan estavam prosperando de repente. Músicas como “Play At Your Own Risk” de Planet Patrol, “One More Shot” de C Bank, “Al-Naafiyish (The Soul)” de Hashim, e “I.O.U.” de Freeez tornaram-se as batidas do momento. Kraftwerk (“Numbers”) e New Order (“Confusion,” “State of the Nation”) inspiraram o som original do freestyle e responderam-lhe então incorporando determinados elementos do freestyle em suas próprias produções. Outros produtores em torno do mundo começaram logo a reproduzir o som. Sons como “Let Me Be the One” de Safire, “I Remember What You Like” de Jenny Burton, “Running” de Information Society, e “Give Me Tonight” de Shannon vinham da rádio de New York. Muitos dos artistas originais do freestyle – e o DJs que tocavam a música, tais como Jellybean, Tony Torres, Raul Soto e Roman Ricardo – eram Latinos ou do descendência italiana.

Esta era uma razão porque o estilo veio ser muito popular entre americanos latino-americanos, especial na área de New York City. Naturalmente, os dançarinos e os produtores associados com o estilo vieram em torno do mundo. Por exemplo, o notável hit de Information Society “Running”, foi escrito por Murat Konar, que é descendente de turco, e produzido por uma banda que era de descendência escandinava. Dois outros artistas populares de Freestyle, Freeez e Samantha Fox, eram de descendência britânica. O freestyle latino também toca na comunidade asiática. O freestyle transformou-se mais do que algo latino, ele se transformou em um instrumento para unir os amantes de música e de dança de todas as nacionalidades

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Características do Freestyle

O freestyle se destaca pela liberdade criativa que oferece aos dançarinos. Diferente de estilos coreografados, o freestyle permite que o dançarino expresse sua personalidade e emoções no momento da dança, respondendo à música de forma única e espontânea. A improvisação é a alma do freestyle, e cada dançarino desenvolve seu próprio vocabulário de movimentos ao longo do tempo.

Influência do Freestyle no Brasil

No Brasil, o freestyle ganhou enorme popularidade, especialmente nas comunidades de dança de rua. As batalhas de freestyle são comuns em competições e eventos por todo o país, onde dançarinos mostram sua criatividade e habilidade técnica. O estilo influenciou fortemente a cena brasileira de street dance, com dançarinos brasileiros sendo reconhecidos internacionalmente por sua originalidade e versatilidade no freestyle.